Antes mesmo de cruzar os portões da China Feed Industry Expo 2026, prevista para acontecer entre os dias 18 e 20 de abril em Nanchang, na província de Jiangxi, o Brazilian Renderers — uma parceria entre a Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) — já colocou em prática uma agenda densa e estratégica em Pequim.

Nesta quinta-feira (16), representantes da ABRA e do Projeto foram recebidos pela Embaixada do Brasil em Pequim. O encontro serviu para alinhar estratégias, reforçar a cooperação bilateral e contextualizar as iniciativas do setor de reciclagem animal no mercado chinês. O diálogo aproximou as ações do Projeto das prioridades diplomáticas brasileiras, oferecendo respaldo institucional às próximas movimentações no país.

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Aproximação com o comércio exterior chinês

Na mesma passagem pela capital, o Projeto também se reuniu com Yu Lu, vice-presidente da China Chamber of Commerce of Import & Export of Foodstuffs, Native Produce & Animal By-Products (CFNA), e sua equipe. Trata-se de uma das entidades mais relevantes do comércio exterior chinês — diretamente vinculada ao Ministério do Comércio da China (MOFCOM) e responsável por representar e organizar o comércio internacional de produtos agroalimentares e de origem animal.

A reunião permitiu apresentar o setor brasileiro de reciclagem animal e posicioná-lo como interlocutor qualificado para pautas de proteína animal no mercado chinês.

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Sinal regulatório no radar

O momento da agenda ganha relevância adicional diante de uma atualização recente no cenário regulatório. Um comunicado recente do adido agrícola brasileiro em Pequim (Adido Comunica nº 188/2026/PEQ/CGAAG/SCRI/MAPA) informou que o site oficial da Administração-Geral de Aduanas da China (GACC) removeu a restrição anteriormente aplicada ao Brasil relacionada à Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB).

Na prática, isso indica que a autoridade aduaneira chinesa já não mantém ativa, ao menos em seus registros públicos, a limitação sanitária anteriormente associada ao Brasil. Embora a mudança não represente, por si só, uma abertura imediata de mercado, ela é interpretada como um sinal positivo no ambiente regulatório.

A expectativa é que esse movimento contribua para destravar, ao longo do tempo, discussões técnicas em curso — entre elas, os pleitos brasileiros para acesso ao mercado chinês de produtos como farinha de carne e ossos e outros derivados de ruminantes.

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Continuidade de uma construção

Em setembro de 2025, uma delegação do Brazilian Renderers já havia percorrido Pequim em encontros com a China Feed Industry Association (CFIA), a China Animal Agriculture Association (CAAA) e o Optimize Integration Group (OIG) — o maior importador de proteína animal do país, com 27 centros de distribuição. O que começa agora é a continuidade natural dessa construção: entrar no principal evento organizado pela CFIA diante de um público estimado em mais de 80 mil profissionais do setor.

Os números do mercado sustentam essa aposta. A China lidera o consumo nos três principais segmentos de proteína animal — suinocultura, com 427 milhões de cabeças previstas para 2025; avicultura, com 5,3 bilhões de aves; e aquicultura, responsável por 52,9 milhões de toneladas de pescado. Em 2024, os Estados Unidos lideraram as exportações de farinhas ao país, com mais de 407 mil toneladas. O Brasil, com estabelecimentos habilitados a exportar à China e uma produção que ainda exporta menos de 10% do que gera internamente, tem margem real para crescer nesse mercado.

 

 

Brazilian Renderers
Desde 2012, a ABRA e a ApexBrasil promovem em parceria o projeto Brazilian Renderers, com o objetivo de fomentar as exportações do setor de Reciclagem Animal — farinhas, gorduras, hemoderivados, palatabilizantes e proteínas hidrolisadas de origem animal. Por meio da participação em feiras, realização de workshops e outras ações especiais de promoção comercial, os projetos valorizam atributos da indústria da reciclagem animal e seus produtos — como a qualidade, o status sanitário e a sustentabilidade da produção — e valorizam as marcas internacionais dos produtos, fomentando novos negócios para os exportadores brasileiros. Informações sobre como fazer parte dos projetos setoriais podem ser obtidas pelo site brazilianrenderers.com.


Sobre a ABRA
A Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA) é uma entidade que representa as indústrias do setor de reciclagem animal produtoras de Farinhas, Gorduras, Hemoderivados, Proteínas Hidrolisadas, Palatabilizantes, que são utilizados como ingredientes na formulação de alimentos para animais de produção e pet food, e as gorduras para fabricação de biocombustíveis. É uma entidade sem fins lucrativos. Foi fundada em 2006 e trabalha para promover os seus associados, divulgar ações voltadas para o segmento, intermediar a relação com outras entidades e órgãos governamentais, além de fomentar a geração de negócios no mercado nacional e internacional. Para saber mais, acesse: abra.ind.br.


Sobre a ApexBrasil
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) atua para promover produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos da economia brasileira. Para alcançar os objetivos, a ApexBrasil realiza ações direcionadas de promoção comercial que visam promover as exportações e valorizar os produtos e serviços brasileiros no exterior, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira, entre outras plataformas de negócios que também têm por objetivo fortalecer a marca Brasil.

A Agência também atua de forma coordenada com atores públicos e privados para atração de investimentos estrangeiros (IED) para o Brasil com foco em setores estratégicos para o desenvolvimento da competitividade das empresas brasileiras e do país. Para saber mais, acesse: apexbrasil.com.br.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação ABRA
Luísa Schardong, jornalista, MTB/RS 0018094
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