
Em um mercado que busca cada vez mais ingredientes naturais e cadeias produtivas mais eficientes, o sebo bovino voltou ao centro das atenções, agora como matéria-prima para cosméticos. A tendência foi tema de uma reportagem publicada pelo Globo Rural, que ouviu o vice-presidente da ABRA, José Carlos Carvalho, sobre o avanço do uso da gordura bovina em produtos de cuidados com a pele.
A matéria mostra como um subproduto tradicionalmente direcionado à indústria química e às graxarias vem encontrando novas aplicações em nichos de maior valor agregado, impulsionado pela demanda de consumidores interessados em fórmulas consideradas mais naturais. O movimento já ganha força em mercados como Estados Unidos e Austrália e começa a se consolidar também no Brasil.
Durante a reportagem, José Carlos Carvalho destacou que o crescimento do segmento de cosméticos naturais tem ampliado a demanda por sebo bovino, especialmente com o surgimento de marcas artesanais e produtos voltados ao cuidado da pele. Segundo ele, o mercado global de cosméticos à base de tallow movimentou cerca de US$ 280 milhões em 2025 e pode alcançar aproximadamente US$ 460 milhões até 2034.
O conteúdo também apresenta iniciativas de empreendedores brasileiros que passaram a desenvolver hidratantes, desodorantes e outros cosméticos à base de gordura visceral bovina, além da avaliação de especialistas sobre os cuidados necessários no uso desses produtos.
A reportagem evidencia mais uma frente de valorização da reciclagem animal, setor responsável por transformar subprodutos do abate em ingredientes utilizados pela nutrição animal, agricultura, bioenergia e diferentes segmentos industriais. No caso dos cosméticos, o aproveitamento do sebo reforça o potencial de aplicações de maior valor agregado para matérias-primas tradicionalmente subaproveitadas.
Leia a reportagem completa no Globo Rural.
Fonte: Assessoria de Comunicação ABRA
Luísa Schardong, jornalista, MTB/RS 0018094








