O setor de reciclagem animal brasileiro acaba de dar um passo concreto em direção a um mercado até então pouco explorado pela indústria: o de biofertilizantes. O Instituto SENAI de Tecnologia em Alimentos e Bebidas de Goiás entregou aos associados da ABRA o relatório conceitual que fundamenta o desenvolvimento de biofertilizantes sólidos e líquidos a partir de farinhas de origem animal, produtos já consolidados no portfólio dos associados, agora com potencial de aplicação direta na agricultura.

A pesquisa mapeou a viabilidade técnica do uso dessas farinhas como matéria-prima para seis cultivos-alvo: uva, mamão, melão, abóbora, milho e hortaliças. Cada cultura tem exigências nutricionais específicas. O mamão, por exemplo, demanda maior aporte de nitrogênio nos primeiros meses de crescimento e potássio na fase de frutificação; o melão opera em ciclos curtos de 60 a 80 dias com absorção intensificada após o florescimento.

O trabalho do SENAI estabeleceu as compatibilidades agronômicas entre os compostos derivados do rendering e as necessidades reais de cada cultura, um dos principais gargalos técnicos para a entrada do setor neste mercado. Todos os detalhes técnicos da pesquisa foram apresentados aos associados em sessão online realizada no dia 11 de março.

O relatório conceitual abrange, ainda, o planejamento experimental de processos fermentativos aeróbicos, anaeróbicos e a metodologia Bokashi, que usa microorganismos específicos para estabilizar a matéria orgânica. A etapa seguinte prevê o desenvolvimento dos protótipos de biofertilizantes, com monitoramento de parâmetros como pH, macro e micronutrientes, condutividade elétrica e contagem de células viáveis.

Para o setor, o significado desta iniciativa vai além da pesquisa em si. O rendering brasileiro produz anualmente volumes expressivos de farinhas com perfil nutricional compatível com as exigências da agricultura de precisão e dos mercados de insumos biológicos, segmento em expansão acelerada no agronegócio nacional. A iniciativa abre duas frentes simultâneas: a negociação das farinhas como insumo direto para produtores de biofertilizantes e a possibilidade de que os próprios associados da ABRA tenham uma linha de produção de biofertilizantes com matéria-prima própria.

O projeto é conduzido pelo Instituto SENAI de Tecnologia em Alimentos e Bebidas de Goiás em parceria com a ABRA.

 

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Acesso a informações estratégicas, como o desenvolvimento de biofertilizantes sólidos e líquidos a partir de farinhas de origem animal, detalhados pelo SENAI, é um benefício exclusivo para associados da ABRA.

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Fonte: Assessoria de Comunicação ABRA
Luísa Schardong, jornalista, MTB/RS 0018094

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