
Encontro em São Paulo reuniu representantes dos principais setores produtivos brasileiros atingidos pelas sobretaxas norte-americanas para mapear novos mercados e alinhar ações institucionais de inteligência e promoção comercial.
SÃO PAULO — Como parte das medidas para apoiar o setor produtivo nacional diante das barreiras comerciais impostas pelo governo dos Estados Unidos, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) realizou nesta segunda-feira (10) uma reunião de trabalho em seu escritório em São Paulo com representantes dos principais setores industriais afetados.
O encontro integra as ações de elaboração do Plano de Diversificação de Exportações, iniciativa estruturada para atender as empresas brasileiras atingidas pelas medidas tarifárias americanas. O plano é apresentado na manhã desta terça-feira (11), no WTC, em São Paulo, para presidentes das principais entidades do setor produtivo e para o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias.
Impactos no setor produtivo
No segmento de reciclagem animal, as sobretaxas atingiram os insumos voltados para a cadeia de biocombustíveis. “A gente recebeu uma tarifa de 37,5% em todos os produtos e isso impacta principalmente as exportações de sebo bovino, que é utilizado hoje para a parte do biocombustível”, explicou o gestor de mercado externo da Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA), Juliano Hoffmann. “Mapeamos os principais mercados alternativos, que seriam Singapura, uma parte da União Europeia, Malásia, e verificamos que o Canadá também é um grande importador. O governo brasileiro já negociou a questão de Singapura com o acordo Mercosul e pretendemos entrar na esteira desse acordo para facilitar as exportações”, acrescentou Hoffmann.
Plano de Diversificação de Exportações







