
Mudanças nas rotas comerciais, barreiras de acesso a mercados e novas políticas para biocombustíveis estão redesenhando o comércio de ingredientes e gorduras na América do Sul. Esses movimentos estiveram no centro do painel realizado pela Fastmarkets no dia 10 de agosto, com participação da ABRA.
O painel O panorama geral: como novas rotas comerciais, acordos, barreiras e mudanças de políticas estão transformando os mercados sul-americanos de óleos vegetais, farelos, farinhas, gorduras e grãos reuniu também André Nassar, CEO da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), e Gustavo Idigoras, presidente da Câmara da Indústria de Óleos da República Argentina e do Centro de Exportadores de Cereais (CIARA-CEC). A moderação foi de Eduardo Tinti, team leader da Fastmarkets.

Entre os temas discutidos pela ABRA esteve a abertura de novos mercados para ingredientes brasileiros destinados à alimentação animal, com atenção às perspectivas para farinhas de origem animal e às possibilidades de avanço comercial na Ásia, incluindo a China. A relação entre a expansão dos biocombustíveis e o mercado de ingredientes para nutrição animal também entrou na discussão. O painel abordou como o aumento da disponibilidade de matérias-primas e coprodutos pode interferir nos custos da produção de carnes e, consequentemente, na dinâmica de oferta de produtos como sebo bovino e farinha de carne e ossos.

Outro eixo foi o cenário comercial com a União Europeia, diante das barreiras enfrentadas pelos produtos sul-americanos e das expectativas relacionadas ao acordo Mercosul-União Europeia. No caso dos Estados Unidos, a discussão passou pelos efeitos das tarifas sobre o sebo bovino brasileiro e pelos caminhos avaliados pelo setor diante do novo cenário, incluindo competitividade no mercado norte-americano, diversificação de destinos e possíveis redirecionamentos da produção.
A participação colocou a reciclagem animal dentro de uma discussão mais ampla sobre como políticas comerciais, energia, produção pecuária e acesso a mercados estão cada vez mais conectados na formação dos fluxos internacionais de farinhas e gorduras.
Fonte: Assessoria de Comunicação ABRA
Luísa Schardong, jornalista, MTB/RS 0018094








