Brasília será palco, no próximo dia 25 de agosto, de um encontro que promete reunir parte das principais lideranças políticas e empresariais ligadas ao agronegócio, à indústria e à bioeconomia brasileira. A cerimônia de posse da nova diretoria da Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA), marcada para as 19h, no Villa Rizza, também celebrará os 20 anos de atuação da entidade e deve reunir pré-candidatos à Presidência da República, governadores, parlamentares, ministros, representantes do Governo Federal e dirigentes das maiores entidades do setor produtivo nacional.

A solenidade marcará a posse do presidente do Conselho Diretivo da ABRA, Pedro Bittar, que conduzirá a entidade ao lado dos vice-presidentes José Carlos Silva de Carvalho Júnior, Dimas Ribeiro Martins Júnior, Hugo Leonardo Bongiorno, Murilo Santana e Fabio Garcia Spironelli.

Entre os confirmados estão o senador Flávio Bolsonaro, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema – três nomes que figuram entre os possíveis candidatos à Presidência da República em 2026. A expectativa é que o encontro reúna ainda representantes do Poder Executivo, Legislativo e Judiciário, embaixadores, empresários e lideranças que influenciam diretamente as principais pautas econômicas e do agronegócio brasileiro.

Também participarão dirigentes das entidades que compõem o ProBrasil – Proteínas do Brasil, movimento formado por ABIEC, ABPA, Abrafrigo, Abipesca, Abinpet, Sindirações, Ubrabio e ABRA, além de representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, do Fórum Empresarial de Goiás e de outras instituições estratégicas para a economia nacional.

A celebração contará ainda com a presença da Eurotec Group, parceira histórica da ABRA e uma das empresas que há anos contribuem para o fortalecimento da entidade e da reciclagem animal brasileira. Ao longo dessa trajetória, a empresa tem apoiado iniciativas estratégicas voltadas ao desenvolvimento do setor, reforçando, também neste momento simbólico, seu compromisso com a inovação, a sustentabilidade e o crescimento da indústria.

Os primeiros 20 anos da ABRA consolidaram um setor. Os próximos serão decisivos para ampliar a contribuição da reciclagem animal para a bioeconomia, a sustentabilidade e a competitividade do Brasil. Reunir tantas lideranças neste momento simboliza essa passagem entre o que construímos até aqui e o que ainda podemos construir para o país.” afirma Pedro Bittar, presidente do Conselho Diretivo da ABRA.

A cerimônia acontece em um momento de intensa movimentação política e econômica, marcado pelo início das articulações para a sucessão presidencial e pelos debates sobre competitividade, comércio exterior, transição energética e sustentabilidade da produção brasileira. A reciclagem animal movimenta cerca de R$ 27 bilhões por ano, exporta para dezenas de países e ocupa posição cada vez mais estratégica na agenda da bioeconomia nacional.

Ao longo de duas décadas, a ABRA construiu muito mais do que uma associação setorial: consolidou uma estrutura de representação técnica, institucional e internacional para a reciclagem animal no Brasil. Criada em 2006, em Goiás, em meio à crise global da “Vaca Louca”, com apenas cinco grupos empresariais, a entidade nasceu em um momento em que o setor ainda buscava reconhecimento normativo e visibilidade econômica. Sob a presidência inicial de Clênio Antônio Gonçalves (2006-2019), a entidade mudou sua sede para Brasília em 2008, fortalecendo articulação com o governo.

A permanência da atividade no RIISPOA a partir de 2008, somada ao primeiro Diagnóstico da Indústria Brasileira de Reciclagem Animal, em 2011, marcou o início de um ciclo de organização, produção de dados e qualificação do debate público, pilares que dariam sustentação ao crescimento do setor nos anos seguintes.

A partir de 2012, a atuação da ABRA passou a ganhar escala internacional, com a criação do Brazilian Renderers, uma parceria entre a Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), e a estruturação de uma agenda consistente de promoção comercial. Os números das exportações, que saltaram de poucos milhões para centenas de milhões de dólares ao longo das décadas, refletem não apenas a abertura de mercados, mas o fortalecimento técnico do setor, impulsionado por programas de qualificação, criação de câmaras técnicas, produção de publicações estratégicas e diálogo permanente com órgãos oficiais nacionais e internacionais – a ABRA se consolidou como interlocutora legítima junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária em temas regulatórios, sanitários e comerciais.

O ano de 2020 representou um ponto de inflexão. Em meio à pandemia, o reconhecimento da reciclagem animal como atividade essencial evidenciou o papel estratégico do setor para a saúde pública, o meio ambiente e a segurança alimentar. Ao mesmo tempo, o vácuo regulatório gerado pela saída do RIISPOA impõe desafios que a ABRA enfrenta, ainda hoje, com articulação institucional, criação de comitês de crise, aproximação com adidos agrícolas e intensificação da agenda técnica. A entidade ampliou também sua projeção global, se tornando uma das lideranças na World Renderers Organization – WRO, presença em conferências climáticas como a COP 26 e COP 30, participação em fóruns internacionais e integração a iniciativas de sustentabilidade, bioeconomia circular e mitigação das mudanças climáticas.

Nos anos mais recentes, a ABRA aprofunda sua maturidade institucional. A ampliação do quadro associativo, a criação de eventos próprios de alcance internacional, como a REAM, o avanço em cursos de formação profissional, projetos técnicos com SENAI, acordo de cooperação com EMBRAPA e a atuação direta na formulação de políticas públicas e normas sanitárias demonstram uma entidade que deixou de reagir ao ambiente regulatório para ajudar a desenhá-lo. Ao completar 20 anos, a ABRA se posiciona como um agente estratégico do desenvolvimento nacional: conectando indústria, governo e sociedade, apoiando quem transforma resíduos em valor e consolidando a reciclagem animal como elo essencial entre produção, sustentabilidade e futuro. Essas conquistas transformaram um setor “invisível” em essencial, com foco em ética, responsabilidade e união associativista.

  • Associados ABRA: 264 indústrias, de 70 grupos empresariais em 2025.
  • Produção 2024 do setor: processou 14,5 milhões de toneladas de resíduos do abate gerando 6,2 milhões de toneladas de farinhas e gorduras de origem animal (3,9 milhões de farinhas + 2,2 milhões de gorduras).
  • Principal destinação: 44,2% para produção animal, 16,3% pet food, 13,9% biodiesel, 15,2% outras indústrias como saboaria, higiene e limpeza e cosmética.
  • Exportações, em 2024, de todos os NCMs do setor: US$ FOB 1.497.269.142
  • Principais países compradores: EUA, Chile, Indonésia, Vietnã e Colômbia.
  • PIB do Setor em 2024: R$ 27,04 bilhões, com saldo comercial positivo.
  • Impacto Ambiental: A Reciclagem Animal é responsável pela sustentabilidade ambienta da pecuária brasileira, ao processar o resíduo do abate animal em produtos de alto valor agregado utilizado como ingrediente na formação de rações.
    E o setor vai além, desempenha papel essencial na redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE), especialmente metano CH₄ e dióxido de carbono CO₂. Sem essa atividade, os resíduos de origem animal enviados a aterros sanitários passariam por decomposição anaeróbia, liberando grandes volumes de metano, um gás com potencial de aquecimento global cerca de 28 vezes superior ao do CO₂. Seria necessário no Brasil todos os anos aumentar em 30,7% o número de aterros sanitários, se não houvesse a reciclagem animal.
    Considerando o histórico do setor, estima-se que até 2030 a reciclagem animal possa evitar até 45,57 milhões de toneladas de CO₂ equivalente, consolidando-se como uma das principais atividades de mitigação de emissões na cadeia da proteína animal.
    Ainda as gorduras geradas no processamento dos resíduos do abate são carbono zero, contribuindo para produção de biodiesel e SAF – Sustainable Aviation Fuel, além de serem utilizadas por outras indústrias.
  • 2006
    • Criação oficial da ABRA no dia 24 de março.
    • Associados: 5 Grupos Empresariais.
  • 2008: RIISPOA: setor foi mantido no RIISPOA, um marco que durou até 2020.
  • 2011: 1º Diagnóstico da Indústria Brasileira de Reciclagem Animal: publicado primeiro levantamento com dados reais do setor.
  • 2012
    • Brazilian Renderers: assinatura do convênio e acordo de cooperação com a Apex-Brasil para fomentar as exportações.
    • Exportação (US$-FOB): US$ 4.651.849.
    • Programa AATQ: 1ª turma do programa elaborado especificamente para o setor.
  • 2013
    • CAMEX: Criação da Câmara de Comércio Exterior.
    • Exportação (US$-FOB): US$ 49.732.746.
  • 2014: Exportação de farinhas e gorduras (US$-FOB): US$ 152.069.569.
  • 2015
    • Publicação: Mitigando Riscos na coleta de Carcaças de Suínos.
    • Exportação de farinhas e gorduras (US$-FOB): US$ 184.854.975.
  • 2016: Exportação de farinhas e gorduras (US$-FOB): US$ 124.528.319.
  • 2017: Exportação de farinhas e gorduras (US$-FOB): US$ 278.660.785.
  • 2018
    • Exportação (US$-FOB): US$ 254.014.181.
    • CAMTEC: criada a Câmara Técnica ABRA.
    • MAPA: assinada acordo de Cooperação Técnica.
  • 2019
    • Anuário ABRA 2018: lançado o 1º Anuário da entidade com dados do setor.
    • Visitas e Missões Oficiais: o setor passa a ser convidado com mais frequência para visitas e missões oficiais do governo brasileiro junto a outros países.
    • CAMTEC cria GT sobre IN34 de 2008: é a instrução normativa mais importante do setor, pois orienta como todas as fábricas de reciclagem animal devem trabalhar no Brasil.
    • Exportação de farinhas e gorduras (US$-FOB): US$ 384.242.331.
  • 2020
    • Comitê de Crise (CCA): criado o Comitê que debate e decide sobre questões que impactam seriamente o setor.
    • ABRA Export: lançado curso voltado às exportações focado no setor.
    • EMBRAPA: assinado acordo de Cooperação Técnica.
    • Atividade Essencial: na pandemia o setor foi reconhecido como de Atividade Essencial.
    • RIISPOA: setor foi excluído – passando para a Alimentação Animal/MAPA; houve um “vácuo legal”.
    • Adidos Agrícolas: rendering brasileiro passa a ter relação direta com os Adidos Agrícolas do MAPA pelo mundo com reuniões regulares.
    • Exportação de farinhas e gorduras (US$-FOB): US$ 339.339.975.
  • 2021
    • WRO presidência: ABRA tem seu representante na World Renderers Organization – WRO eleito presidente.
    • Programa Rios+ Limpos do MMA: setor apoiou ação do Ministério do Meio Ambiente em diferentes estados.
    • COP 26: setor de Reciclagem Animal é case de sucesso na sustentabilidade da pecuária nacional durante a Conferência da ONU sobre Mudança Climática.
    • Treinamento para AFFAs: sobre a indústria de reciclagem animal e outro sobre produção de hemoderivados.
    • PROBRASIL – Proteínas do Brasil: setor integra Fórum que conta com a participação da ABPA, ABIEC, ABIMET, ABIPESCA, UBRABIO, ABRAFRIGO, SINDIRAÇÕES.
    • INCENTIVO FISCAL: Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Lei Federal nº 14.260, de dez 2021, estabelece INCENTIVOS FISCAIS E BENEFÍCIOS para projetos que estimulem a cadeia produtiva da reciclagem.
    • Exportação de farinhas e gorduras (US$-FOB): US$ 327.200.000.
  • 2022
    • Desoneração: ação junto ao Confaz para continuidade dos benefícios de ICMS previstos nos Convênios 100/1997 e 52/1991. Conquista desonerou o setor produtivo de tributos.
    • Manifesto de Transporte de Resíduos: setor não é mais obrigado a emitir o documento para coleta no comércio.
    • Exportação de farinhas e gorduras (US$-FOB): US$ 516.402.521.
    • SIGSIF: nova versão do Manual de lançamentos no sistema de Informações Gerenciais do Serviço de Inspeção Federal – SIGSIF deixa claro sobre os prazos dos lançamentos.
  • 2023
    • SENAI: assinada acordo de Cooperação Técnica.
    • REAM 2023: primeira edição do evento em parceria com a AgriGlobal Market. 285 participantes de 146 empresas representando 18 países.
    • Atualização dos CSI’s BR: Certificado Sanitário Internacional para exportação de farinhas e gorduras animais conforme as necessidades do setor.
    • Exportação de farinhas e gorduras (US$-FOB): US$ 507.856.917.
  • 2024
    • Curso ABRA + SENAI: lançado 1º Curso de Operador de Processamento em Reciclagem.
    • 251 Associados ABRA: 58 Grupos Empresariais.
    • 13 novos CSIs em 7 países.
  • Exportação de farinhas e gorduras (US$-FOB): US$ 589.846.698
  • Publicado novo Decreto da Alimentação Animal
  • PNEEB: publicada Portaria 1.180/2024 que suspende a obrigatoriedade da esterilização de farinhas de ruminantes
  • ABRA integrou Grupo Técnico de Trabalho do MAPA que subsidiou a regulamentação do Decreto do Autocontrole
  • Parceria com Instituto SENAI de Alimentos e Bebidas – Goiás para inovação no setor de reciclagem animal
  • EMBRAPA: fechado acordo para desenvolvimento de pesquisas e ações.
  • ABRA lança novo curso: E-commerce & Análise de Dados
  • #ProfessorABRA: vídeos com informações e curiosidades sobre o setor para as redes sociais
  • REAM 2024: 483 participantes de 222 empresas representando 20 países.
  • 2025
    • Presença global: ABRA e Brazilian Renderers estiveram em 26 países das Américas, Europa, África e Ásia, consolidando a projeção global da imagem do Brasil.
    • Setor em Missão Presidencial à Indonésia e Malásia.
    • Parte de Missões Empresariais do MRE na América Central, México e Vietnã.
    • Acompanhamento de auditorias sanitárias no Brasil, oriundas de México, Indonésia, Tailândia e Peru.
    • 11 novos CSIs em 8 países.
    • Renovação do Projeto Brazilian Renderers (ApexBrasil | ABRA) para o ciclo 2025–2027.
    • Tarifaço dos EUA: mobilização institucional do setor frente às medidas anunciadas pelos Estados Unidos.
    • Participação em fóruns ligados à sustentabilidade, bioeconomia circular, segurança alimentar e biocombustíveis (SAF), com destaque para FAO 80 e Convenção Anual da NARA.
    • COP 30: ABRA representa setor com Delegado junto à delegação oficial e atua em três zonas de debate.
    • REAM 2025: 500 participantes de 254 empresas representando 23 países.
    • Programa de Auditoria ABRA + SENAI: voltado à avaliação de Programas de Autocontrole e requisitos de exportação.
    • Projetos Técnicos (ABRA + SENAI): Mapeamento Tecnológico das Farinhas de Origem Animal; Projeção do Setor para os próximos 5, 10 e 20 anos; Redução de Impactos nas Mudanças Climáticas por Meio da Reciclagem Animal; Desenvolvimento de Biofertilizante Sólido de Origem Animal.
    • Atuação junto ao MAPA: Contribuições estratégicas em instruções normativas e pautas como uso de aditivos, SIPEAGRO e IN 110.
    • Fim da Esterilização Já: mobilização setorial na Fenagra 2025 para pressionar pela efetivação da medida já aprovada pelo MAPA.
    • Parcerias Estratégicas: SENAI, Argus Media, Abempet, MV Abrigos Brasil e De Olho no Material Escolar.
    • Lançamento e execução da campanha Nutrição Essencial.
    • Cursos de Qualificação Realizados: Curso Operador de Processamento em Reciclagem Animal; Capacitação AATQ — ABRA Que Aqui Tem Qualidade; Curso e-Commerce e Análise de Dados; Curso ABRA Export.
    • Frentes de Atuação: Acompanhamento da reforma tributária, mercado de carbono, energia e transição energética.
    • Impacto: Mais mercado, mais técnica, mais diálogo institucional e mais posicionamento estratégico.

A Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA) é uma entidade que representa as indústrias do setor de reciclagem animal produtoras de Farinhas, Gorduras, Hemoderivados, Proteínas Hidrolisadas, Palatabilizantes, que são utilizados como ingredientes na formulação de alimentos para animais de produção e pet food, e as gorduras para fabricação de biocombustíveis. É uma entidade sem fins lucrativos. Foi fundada em 2006 e trabalha para promover os seus associados, divulgar ações voltadas para o segmento, intermediar a relação com outras entidades e órgãos governamentais, além de fomentar a geração de negócios no mercado nacional e internacional.

A ABRA convida a imprensa para acessar as publicações da ABRA disponíveis em Publicações – ABRA para detalhes adicionais, bem como sobre sustentabilidade Sustentabilidade – ABRA

Para entrevistas ou mais informações, contate a Comunicação ABRA: comunicacao@abra.ind.br ou (61) 9 9803 8027.

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