A ABRA já vem acompanha de perto os debates que antecedem a 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe (LAC 39), prevista para ocorrer em Brasília, entre 2 e 6 de março de 2026. No dia 14 de janeiro, a FAO realizou uma consulta regional com representantes do setor científico e acadêmico, etapa considerada estratégica na construção da agenda do encontro.

A consulta integrou um ciclo de três diálogos com atores não governamentais — ciência e academia, setor privado e sociedade civil — para qualificar a participação desses segmentos no diálogo com os Estados-membros. As contribuições colhidas devem orientar as prioridades regionais da FAO para o próximo biênio, em um contexto marcado por desafios estruturais nos sistemas agroalimentares da região.

Na abertura do encontro, a FAO destacou o papel da ciência, da inovação e da produção acadêmica na transformação dos sistemas agroalimentares, diante de temas como insegurança alimentar, desigualdades sociais, impactos das mudanças climáticas, pressão sobre os preços dos alimentos e a vulnerabilidade de populações rurais, indígenas e em situação de pobreza. Esses fatores têm impacto direto sobre cadeias produtivas estratégicas, incluindo aquelas acompanhadas de perto pela ABRA.

Durante a programação, foram apresentados os resultados da 38ª Conferência Regional (LAC 38), com avanços e entraves na implementação das recomendações acordadas pelos países, além do marco estratégico da FAO, organizado em quatro eixos: melhor produção, melhor nutrição, melhor meio ambiente e melhor qualidade de vida. Também foram compartilhados exemplos de inovação científica aplicada, como tecnologias digitais, uso de drones, plataformas de monitoramento, sistemas de alerta precoce, biotecnologia, técnicas nucleares aplicadas à agricultura e ações relacionadas ao conceito de Uma Só Saúde, incluindo resistência aos antimicrobianos.

O setor científico e acadêmico reforçou sua atuação como ponte entre evidência científica, políticas públicas e território, contribuindo para decisões mais informadas em áreas como segurança alimentar, nutrição, sustentabilidade ambiental e adaptação às mudanças climáticas. A programação foi dividida entre um diálogo técnico com especialistas da FAO e um espaço reservado aos pesquisadores da região, voltado à construção de propostas e mensagens-chave que serão levadas à LAC 39.

A FAO reforçou que as contribuições do setor científico e acadêmico são centrais para fortalecer políticas públicas baseadas em evidências e promover inovação inclusiva. A expectativa é que os insumos gerados nessa consulta ajudem a moldar uma agenda regional mais resiliente, sustentável e alinhada às realidades produtivas da América Latina e do Caribe, tema que seguirá no radar da ABRA até a realização da Conferência, em Brasília.

Para a ABRA, o acompanhamento desse processo é parte da estratégia de leitura antecipada do cenário institucional e regulatório internacional. Esses espaços ajudam a sinalizar prioridades políticas e técnicas que, mais adiante, influenciam decisões nacionais, cooperação internacional e agendas de sustentabilidade. Estar atento desde a fase preparatória é fundamental para orientar o setor.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação ABRA
Luísa Schardong, jornalista, MTB/RS 0018094

Visão geral da privacidade

Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.