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O Vírus da Diarreia Epidêmica dos Suínos (PEDv), que vem causando prejuízos em diversos países do continente americano, se aproxima cada vez mais do Brasil. Em março deste ano, a doença chegou à Colômbia. Desde que ressurgiu nos Estados Unidos, há pouco mais de um ano, já atingiu 80% da suinocultura do país, com a perda de 3 milhões de leitões prontos para o abate. Dados recentes do Rabobank apontam que até setembro de 2014 poderá haver uma redução de 27% na quantidade de suínos disponíveis nos EUA, Canadá e México.
 
Estudo recém-concluído pela Ourofino Agronegócio, indústria brasileira de produtos para sanidades animal e vegetal, compilou informações sobre os danos que o novo vírus vem causando à suinocultura. De acordo com Amilton Silva, diretor da linha de Aves e Suínos da empresa, caso a patologia chegue ao território brasileiro poderá causar severos prejuízos econômicos e para exportação. “Ainda se sabe pouco sobre o PEDv, não há controle efetivo, vacina ou antibiótico. Por isso, é de extrema importância garantir a realização de procedimentos de biossegurança para a prevenção da doença”, afirma.
 
Os principais pontos abordados pelo estudo são:
– Apesar do caráter extremamente contagioso, o PEDv é transmitido apenas para a mesma espécie e, portanto, não apresenta risco para outros animais e humanos, não sendo classificado como uma zoonose;
 
– Até o momento, os principais países acometidos pelo PEDv são Estados Unidos, México, Peru, Japão, Canadá e Colômbia. Nos EUA, 680 granjas de suínos já estão contaminadas;
 
– Nos países com diagnóstico positivo para o PEDv, as autoridades veterinárias estão solicitando aos produtores que sejam mais vigilantes com o transporte dos animais, roupas usadas pelos funcionários da granja e qualquer objeto que possa ter entrado em contato com o vírus;
 
– Uma estratégia adotada pelos produtores em função da redução de disponibilidade de animais é o aumento do peso de abate daqueles que sobrevivem para que haja uma maior oferta de carne no mercado;
 
– A excreção do vírus ocorre pelas fezes do animal, sendo esta a principal fonte de infecção. O vírus também tem alta resistência às temperaturas mais adversas;
 
– Animais acometidos pela PEDv apresentam sinais clínicos como anorexia, diarreia, vômitos, desidratação intensa e alta mortalidade (praticamente 100% em leitões lactentes);
 
– Para evitar a entrada do PEDv no Brasil é importante que sejam executados protocolos de Biossegurança, como:
• Monitoramento de importação de material genético – testar animais na origem e no destino;
• Limpar e desinfetar caminhões de transporte de animais;
• Evitar entrada de pessoas e/ou equipamentos;
• Efetuar fiscalização rígida pela ANVISA durante o período da Copa do Mundo no país;
• Fechar as granjas para visitação de pessoas estrangeiras;
• Suspender a importação de matérias primas de origem animal;
• Utilizar roupas descartáveis;
• Limpar e desinfetar as botas;
• Realizar todos os manejos básicos de granja;
• Utilizar desinfetantes com comprovada ação viricida.
 
 
Fonte: Ass. Imprensa da Ouro Fino