Os empresários do Pará, Antonio Georges Farah, do Rio de Janeiro, Cesar Vergilio Oliveira Gonçalves, de Roraima, Getúlio Alberto de Souza Cruz, de Rondônia, João Gonçalves Filho e de Goiás, Pedro Bittar, foram os agraciados nesta terça-feira (25), com a Ordem do Mérito Industrial, na sede daConfederação Nacional da Indústria (CNI) em Brasília. O presidente da CNI e Grão-Mestre da Ordem, Robson Braga de Andrade, lembra que os agraciados foram indicados pelas federações das indústrias. “Esse é o maior tributo que a CNI presta a personagens que se destacaram como protagonistas de momentos relevantes da evolução do nosso País”, diz o presidente.

O Conselho da Ordem é integrado pela diretoria da CNI e foi criado com a medalha em 1958 pelos empresários Roberto Simonsen e Euvaldo Lodi. Em 56 anos, apenas um seleto grupo de personalidades e empresários receberam a comenda, entre os quais se destacam os ex-presidentes Juscelino Kubitschek, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula Da Silva; além do ex-vice-presidente José de Alencar e dos industriais Jorge Gerdau, Antônio Ermírio de Moraes e Ivo Hering.

“Essa medalha é um dos marcos da Confederação, por ser uma maneira de prestigiar empresários que primam pela qualidade e pela indústria do nosso país, porque é uma dificuldade muito grande. Esses homenageados dão provas da engenhosidade do empresário brasileiro”, diz o chanceler da Ordem e presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pernambuco (FIEPE), Jorge Côrte Real.

HOMENAGEADOS – Para o empresário Antônio Georges Farah, presidente do Conselho de Administração da Fábrica de Papel Amazônia S/A e Sócio da Norplast indústria e comércio e plásticos, a medalha coroa 57 anos de trabalho dedicados à indústria. Com 81 anos, Antônio Farah conta que prepara o plano de investimento para os próximos quatro anos da empresa com sede em Belém, no Pará, e não pretende parar de trabalhar. “Essa medalha muito me honra. Sou investidor nato, sou empresário nato e não sei fazer outra coisa na vida. Para ser industrial tem que ter visão de longo prazo, não pode pensar no curto prazo, que não pensar assim, fica no meio do caminho”, aconselha Farah.

Sócio da Olaria São Sebastião e diretor da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN), Cesar Vergílio Oliveira Gonçalves diz que divide a medalha com os defensores e os empresários do setor ceramista. O empresário tem trabalhado ativamente para melhorias na NR 12 – norma regulamentadora do Ministério do Trabalho – e nas leis que tem afetado negativamente o setor. Segundo ele, a expectativa do setor é de que com as mudanças no governo, haja também a mudança da mentalidade, “porque o ônus tem sido muito grande para indústria”.

Presidente do Conselho do Grupo Folha, o empresário Getúlio Alberto de Souza Cruz, diz que a premiação é bastante simbólica por homenagear o empreendedorismo em Roraima, o estado com o menor PIB do país e onde a indústria contribui com apenas 15% da riqueza estadual. “Nosso grande sonho, em Roraima, é a industrialização. Ainda vivemos a utopia dos anos 30, quando indústria colocaria o estado brasileiro e a sociedade na modernidade”, analisa o empresário roraimense.

Como seus colegas nos prêmio, o empresário João Gonçalves tem uma trajetória de empreendedorismo. Em 1976, começou com um pequeno estabelecimento de secos e molhados, a Casa Gonçalves, atualmente, a maior rede supermercados de Rondônia. Em 1998, construiu um frigorífico, com a maior capacidade de abate de bois por dia da região Norte e, no momento, se dedica também a construção de um shopping na cidade de Ariquemes. Com muita simplicidade, João Gonçalves explica o segredo do sucesso e por que é merecedor da Ordem: “Trabalho. É preciso levar o trabalho a sério”.

Rodeado por empresários goianos, que foram acompanhar a homenagem, o empresário e presidente da Associação Comercial e Industrial de Serviços do estado de Goiás (ACIEG), Pedro Bittar, diz que trabalhar pela indústria, pelo associativismo e pelo cooperativismo está no sangue. “Esse é um processo coletivo e não podemos pensar só na indústria e no lucro. Quando pensamos na geração de emprego, na qualidade de vida, na geração de renda e nas divisas, o trabalho ganha uma grandiosidade. Hoje estou realizado”, garante Bittar.
 
Fonte: Portal da Indústria