A partir de correções efetuadas nos quadros de oferta e demanda de grãos das safras 2014/15 e 2015/16 em relatório divulgado na sexta-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) passou a trabalhar com cenários um pouco menos confortáveis para milho e soja e ainda mais folgado para o trigo.
 
No caso do milho, as mudanças feitas pelo órgão levaram os estoques finais globais do ciclo 2014/15 a representar 19,7% da demanda mundial, ante os 20,2% previstos em junho. Para o ciclo 2015/16, já em fase final de plantio no Hemisfério Norte, a relação caiu de 19,7% para 19,2%.
 
No tabuleiro da soja, as correções tiveram efeito semelhante. Se em junho o USDA considerava que os estoques finais globais equivaleriam a 28,5% da demanda total em 2014/15, o percentual caiu para 27,6%. Para 2015/16, diminuiu de 30,5% para 30%.
 
Em contrapartida, para o trigo os resultados da equação indicaram menos aperto. Em junho, o órgão apontou que os estoques finais representariam 59,5% da demanda mundial em 2014/15 e 66% em 2015/16. No relatório de sexta-feira, os percentuais subiram para 65,3% e 67,9%, respectivamente.
 
Diante dessas novas relações, na bolsa de Chicago milho e soja subiram na sexta-feira, mas o trigo recuou. O bushel da soja para agosto fechou em alta de 5,75 centavos de dólar, a US$ 10,32. O bushel do milho para setembro subiu 6 cents, para US$ 4,3475, e o do trigo para setembro caiu 2 cents, a US$ 5,76.
 
Fonte:  Valor Econômico