Após uma semana, terminou na semana passada a segunda auditoria anual da União Europeia (UE), dessa vez focada em revisar os controles aplicados pelo Uruguai para manter longe a febre aftosa e determinar cientificamente que não existe atividade viral há mais de 11 anos. Os dois inspetores, um espanhol e um francês, nunca tinham estado no Uruguai, mas participaram de outras auditorias da UE em alguns países da América Latina.

No marco da reunião de avaliação final, celebrada na sede do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai (MGAP) na semana passada, os auditores disseram ter encontrado um sistema de controle e combate de febre aftosa muito forte, tanto na questão de vigilância (prevenindo o surgimento de novos focos), como na atenção das suspeitas que denunciam os pecuaristas em seus estabelecimentos.

Anualmente, há umas 30 denúncias de possíveis problemas relacionados com doenças vesiculares, porque a febre aftosa no Uruguai é de notificação obrigatória. A maioria dessas notificações de suspeita feita pelos produtores anualmente são desestimadas pelo veterinário privado que atende o estabelecimento. Essa é a primeira barreira de prevenção.

Os europeus destacaram a solidez do sistema uruguaio quanto à atenção das denúncias de suspeita, o alto grau de vacinação (fortemente apoiado pelos produtores). Também consideraram “adequado” o projeto das amostras de sangue que medem a imunidade do rebanho bovino e demonstram cientificamente que não existe atividade viral de aftosa no país.

Em anos anteriores, uma das observações que sempre faziam essas missões era sobre a falta de recursos humanos a nível de secretaria de Estado. Dessa vez, os inspetores destacaram a importância de manter o número de funcionários capacitados e disseram estar surpresos , porque encontraram uma grande consciência e um grande apoio nos controles de aftosa a nível dos veterinários privados que trabalham no campo.

A rastreabilidade do rebanho bovino foi outro ponto forte amplamente valorizado pelos visitantes. Ao longo da missão, foram feitas muitas perguntas sobre as medidas adotadas pelo Uruguai frente aos focos de aftosa do Paraguai (em janeiro), considerando, finalmente, adequadas as medidas de prevenção adotadas pelo MGAP.

A reportagem é do El País Digital, traduzida e adaptada pela Equipe BeefPoint.