Com a continuidade das altas, as cotações do suíno vivo e da carne atingiram novos recordes nominais nos últimos dias, de acordo com dados do Cepea, apesar da proximidade do final do mês. As elevações têm sido influenciadas pelo bom desempenho dos embarques. No mercado interno, os seguidos aumentos nos valores deixam a indústria e consumidores preocupados. Muitos colaboradores do Cepea relatam que, apesar das boas exportações, a baixa liquidez doméstica tem feito com que muitas indústrias reduzam os abates diários e, em alguns casos, concedam férias aos funcionários.
 
Entre 16 e 23 de outubro, a carcaça comum suína comercializada no atacado da Grande São Paulo se valorizou 4,8%, com o quilo passando para a média de R$ 7,24 nessa quinta-feira, 23. Para a carcaça especial, a alta foi de 3,5% no período, a R$ 7,71/kg.
 
No mercado de suíno vivo, o Indicador CEPEA/ESALQ de Minas Gerais subiu 2,3% nos últimos sete dias, para R$ 4,85/kg na média dessa quinta-feira. Em São Paulo, a valorização foi de 2,2%, com o Indicador passando para R$ 5,06/kg. No Paraná, o suíno vivo foi cotado na média de R$ 4,26/kg nessa quinta, 1,4% superior à da quinta anterior. Já em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, houve leve recuos de preços, de 1% e 0,3%, respectivamente, no mesmo período, com os Indicadores fechando a R$ 3,97/kg e R$ 3,99/kg.
 
Preço recebido pelo produtor (R$/Kg), sem ICMS

Fonte: Cepea/Esalq.