O setor está otimista com a liberação das importações da carne suína de Santa Catarina para o Japão. O país asiático é o maior importador mundial do produto e há tempos é visado pela suinocultura catarinense. Segundo colaboradores do Cepea, as agroindústrias do estado avançam no processo de habilitação das plantas que atenderão este novo mercado. A perspectiva é que os embarques comecem no segundo semestre. No mercado interno, a baixa oferta de animais tem mantido os preços estáveis na maior parte das regiões pesquisadas pelo Cepea. 
 
Entre 23 e 29 de maio, os Indicadores do Suíno Vivo CEPEA/ESALQ dos estados de São Paulo e Paraná permaneceram estáveis a, respectivamente, R$ 2,88/kg e R$ 2,52/kg. Em Santa Catarina, nos últimos seis dias, os preços ainda acumularam leve alta de 0,8%, com o quilo do animal comercializado na média de R$ 2,49 na última quarta-feira, 29. Por outro lado, no Rio Grande do Sul, o suíno desvalorizou 1,2%, passando para a média de R$ 2,40/kg nessa quarta. 
 
Em Minas Gerais, finalmente suinocultores e frigoríficos chegaram a um acordo na Bolsa de Comercialização do dia 23, a R$ 3,00/kg. No dia 16, o "preço de negociação sugerido" (mas não acordado) pela Bolsa chegou a ser de R$ 3,20/kg. Ao longo da semana subsequente, alguns colaboradores do Cepea chegaram a confirmar negócios nesse valor, mas outros negociavam no máximo a R$ 2,90/kg. Com o valor acordado na bolsa do dia 23, os negócios passaram a girar em torno dos R$ 3,00, fazendo com que as cotações médias do Cepea no estado recuassem. Entre 23 e 29 de maio, o preço pago ao produtor no estado apresentou queda de 3,9%, com o quilo do animal passando para a média de R$ 2,94 na última quarta. 
 
No atacado da Grande São Paulo, os preços da carne também recuaram. A carcaça comum desvalorizou 3,4% em seis dias, a R$ 4,38/kg nessa quarta. Quanto à carcaça especial, a queda foi de 1,6% no período, a R$ 4,68/kg.
 
Fonte: Suinocultura Industrial