Apesar da recuperação registrada nas últimas semanas, valor ainda é insuficiente para minimizar impactos da crise no setor.
 
A valorização do quilo do suíno no estado de São Paulo foi de quase 70% nas últimas semanas. Apesar da alta, de acordo com alguns produtores isso ainda não é suficiente para minimizar os impactos gerados pela crise que o setor enfrenta. Os produtores ainda demonstram insatisfação com o pacote de medidas criado pelo governo federal.
 
Há 30 anos Eduardo Walravens é produtor de suínos na cidade de Holambra, interior de São Paulo. Com a crise no setor ele foi obrigado a abater um maior número de fêmeas e até agora não conseguiu repor o plantel.
 
Com a recuperação do mercado de suínos nas últimas semanas, Walravens tem vendido o quilo do animal vivo a R$3,46. Para estimular produtores e tentar aliviar a crise do setor, o governo federal criou uma série de medidas, entre elas o valor mínimo de R$2,30 pelo quilo do suíno vivo nas regiões Sul e Sudeste.
 
Mesmo com os preços reagindo nas últimas semanas, o embargo russo continua trazendo prejuízos ao setor produtivo. Segundo o presidente da Associação Paulista dos Criadores de Suínos (APCS), Waldomiro Ferreira, os preços só não caíram ao patamar zero em função dos chamados resíduos contratuais, que por sinal ainda precisam ser cumpridos. Ferreira avalia que o momento é de cautela para o suinocultor.
 
Relação de troca
 
A relação de troca entre o valor do suíno vivo no estado de São Paulo e a saca de milho ainda é desfavorável ao suinocultor paulista, segundo a APCS. Considerando o preço médio desta quinta, dia 16, da arroba na região de Campinas (SP), de R$64,50/arroba ou R$3,40/quilo, e o valor médio da saca de 60 quilos do milho em R$35,00 a saca, a relação é de 1,84/arroba por uma saca de milho.
 
Fonte: Scot Consultoria