Brasília, 03/07/2012 – Atendendo convite do Ministro da Pesca e Aquicultura, Senador Marcelo Crivella, o Vice-Presidente Executivo do Sindirações, Dr. Ariovaldo Zani esteve reunido com ele e todos os Secretários a fim de listar os gargalos e propor ações em prol do desenvolvimento sustentável da aquicultura industrial Brasileira, elo indispensável na produção e suprimento de proteína de origem animal.
Durante a sabatina que se estendeu por mais de duas horas, o Dr. Ariovaldo Zani aprofundou sua argumentação fundamentada na matriz estabelecida pelos PONTOS FORTES – clima favorável; 13% da água doce disponível; litoral com mais de 8 mil km; mais de 5 milhões de hectares de reservatórios e áreas alagadas e pelos PONTOS FRACOS – fragilidade logística; insegurança jurídica; falta de marcos regulatórios – além do balanço entre as OPORTUNIDADES –  crescimento da população e renda familiar em países emergentes; disposição BNDES em financiar investimentos – e as AMEAÇAS – pesada carga tributária  notadamente PIS/COFINS e ICMS; extrema dependência do mercado externo por fornecimento de insumos pecuários; desafios sanitários; circunvenção nas importações (Pangassius e camarão) e dificuldade no licenciamento ambiental em âmbito Estadual.
 
O Executivo representante da indústria de alimentação animal enfatizou as ações a serem tomadas no curto e médio prazo, as quais exigem esforço público e privado e são essenciais na maximização dos pontos fortes/oportunidades e mitigação dos pontos fracos/ameaças, ou seja: melhores resultados zootécnicos e aumento da escala de produção; maior quantidade e qualidade de alevinos e formas jovens disponíveis; certificação e rastreabilidade dos processos de produção; processamento dos produtos da aquicultura com garantia de qualidade e mínimo impacto ambiental; desoneração tributária; desburocratização das regras para obtenção de licenças ambientais; crédito suficiente para maiores investimentos; instituição de seguro aquícola; segmentação de mercado/diferenciação nos mercados internacionais para adição de valor agregado e aumento do consumo do produto da aquicultura pela merenda escolar, presídios, hospitais públicos, etc.
O Ministro Crivella e secretariado convenceram-se que juntos com o Sindirações será possível avançar nos possíveis caminhos para melhoria da competitividade do pescado e da aquicultura do Brasil, ao ponto de reverter o atual quadro de um país importador de pescado, e se tornar um grande exportador, seguindo o exemplo de outras cadeias produtivas como a carne bovina, suína e de aves.
 
Fonte: Sindrações