A indústria global de carne suína teve um desempenho satisfatório, de forma geral, em 2013. O índice de preços do suíno terminado, avaliados em cinco nações do Rabobank, ficou em média, em 151, um aumento de 10% com relação a 2012 e o maior nível dos últimos cinco anos.

Entretanto, um declínio sazonal de 7% no quarto trimestre do ano foi mais pronunciado do que inicialmente esperado, os preços da carne suína no quarto trimestre de 2013 declinaram em todas as principais regiões produtoras, com exceção do Brasil. Isso foi devido às desvalorizações das moedas em dois importantes países importadores de carne suína, Japão e Rússia, e às barreiras de importação impostas pela Rússia no começo de 2013, que limitaram as exportações e, dessa forma, os retornos, nos principais países exportadores: Estados Unidos, União Europeia (UE) e Canadá.

A desvalorização do iene japonês no quarto trimestre forçou os preços da carne suína para cima e as importações fortemente para baixo (-10,9% de janeiro a novembro) no Japão. Esse também foi o caso do Brasil, onde o aumento de preços devido à menor oferta na segunda metade do ano foi apoiado pelo aumento no valor das exportações em termos de reais (R$). A produção doméstica suficiente e os preços fracos prejudicaram o crescimento das importações de carne suína da China, que caíram para 11% de janeiro a novembro de 2013 com relação ao ano anterior após o aumento de 25% em 2012. Na Coreia do Sul, a reconstrução da produção doméstica pressionou as importações, que caíram em 33% de janeiro a outubro para níveis vistos antes dos casos de febre suína em 2009.

A previsão de preços para o mercado global de carne suína para o restante do primeiro trimestre e para o segundo trimestre de 2014 é estável. Em combinação com os menores custos dos alimentos animais, isso será positivo para as margens dos produtores rurais. O crescimento modesto na produção global de carne suína irá satisfazer bastante o consumo crescente com algum aumento possível pelo impacto desconhecido do vírus da diarreia epidêmica suína (DES) nos Estados Unidos e pelos altos preços das proteínas competidoras.

Do lado das exportações, as importações japonesas e sul-coreanas permanecem sob pressão, embora uma produção firmemente crescente na China e na Rússia limitarão o potencial de crescimento nas exportações para os principais fornecedores: Estados Unidos, UE e Canadá, apesar dos preços internacionais geralmente mais competitivos.

O principal curinga no mercado global nesse trimestre é o impacto dos casos de DES nos Estados Unidos e o que isso significará à produção de carne suína no país nesse ano. O Rabobank espera que o impacto seja mais severo do que o previsto pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, sigla em ingês) e acredita que isso provavelmente prejudicará o crescimento da produção de carne suína em 2014, especialmente na primeira metade. Isso poderá também pressionar os volumes de exportação dos Estados Unidos, apresentando oportunidades para outros exportadores.

Na segunda metade do ano e em prazo mais longo, a principal questão é como os produtores globalmente reagirão aos menores custos dos alimentos animais e a escala de expansão da indústria que se seguirá. Em função da pressão sobre as margens que a maioria dos produtores enfrentaram nos últimos anos, o Rabobank espera que um crescimento a ser medido na produção mundial de carne suína e de acordo com a demanda.
 
Fonte: Rabobank