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A região entre Santa Fé do Sul (SP) e Aparecida do Taboado (MS), no extremo noroeste paulista, deve registrar nos próximos 10 anos um crescimento anual de 20% na produção de tilápias. Isso deve elevar o atual consumo de ração da região, 60 mil toneladas, nas mesmas proporções, segundo a Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR).
O cluster, arranjo produtivo que reúne diversos setores da cadeia, da "região da tilápia" produz atualmente cerca de 35 mil toneladas do peixe por ano. "Podemos até bater o consumo per capita da carne suína nos próximos dez anos", disse o presidente da Peixe BR, Eduardo Amorim ao Broadcast Agro durante visita de jornalistas à região.
Atualmente, o consumo de carne suína é de 15,08 quilos per capita por ano (dados da Associação Brasileira de Proteína Animal, ABPA) e o de peixe, segundo Amorim, é de 9 a 10 quilos per capita.
A ração representa entre 60% e 70% dos custos de produção do peixe e é composta de milho e farelo de soja. Para cada 1 quilo de filé de tilápia, é necessário 1,8 quilo de ração.
Os peixes, em sua maioria, são criados em gaiolas instaladas dentro do rio, onde são alimentados – há também, em menor proporção, a criação em tanques escavados. Um dos motivos que justifica a localização do cluster é justamente a proximidade de regiões produtoras de milho e soja, já que o arranjo está entre as divisas de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás e Minas Gerais. Outra vantagem geográfica é a abundância de rios com a produção dos peixes se concentrando principalmente no Rio Paraná.
Atualmente, a região tem três frigoríficos e três fábricas de ração – uma delas inicia a atividade na semana que vem -, além de mais de 50 produtores independentes. "A cadeia vai se aperfeiçoar ainda mais e o produto deve se tornar mais competitivo", afirmou Amorim.
Para ele, a aquicultura está passando pelo mesmo processo de profissionalização que a avicultura vivenciou na década de 1970. "Hoje, entre zero a dez, a avicultura é nove e a aquicultura é dois", comparou esperançoso com uma rápida evolução do setor. 
 
Fonte: Estadão