A Organização Mundial de Saúde Animal – OIE – confirmou por documento técnico que produtos derivados de sangue suíno e farinhas de carne e ossos de suínos, utilizados em rações para a alimentação destes animais não disseminam o vírus causador da Diarreia Epidêmica Suína (PEDv – sigla em inglês), quando na produção destes produtos são adotadas as boas práticas de fabricação.
 
Anteriormente suspeitava-se que derivados do sangue suíno, como o plasma desidratado por spray drying, pudesse ser fonte de transmissão do vírus, porém, essa hipótese foi descartada e fundamentada em um documento técnico elaborado pelo Grupo AD Hoc, composto por peritos internacionais de alto nível formados para discutir o tema e liderado pela Federação Internacional da Indústria de Alimentação Animal – IFIF.
 
Portanto, o documento esclarece que há dados científicos e de campo suficientemente confiáveis para se afirmar que as proteínas de origem animais não são responsáveis pela transmissão do PEDv.
 
As condições de processamento desses produtos ultrapassam em muito a capacidade de sobrevivência de qualquer agente que possa ser transmissor de um vírus, o que garante sua total e completa desativação. Ou seja, as farinhas e gorduras de origem animal continuam sendo um ingrediente seguro para a fabricação de ração.
 
Contaminação
 
Os especialistas determinaram que a transmissão da PEDv pode ocorrer diretamente através da ingestão de fezes contaminadas pelo vírus ou indiretamente através das fezes contaminadas em caminhões, pelo manejo, equipamentos, ou outros objetos contaminados por fezes.
 
Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa Aves e suínos, a doença ainda não foi detectada no país.
 
Confira no Mapa abaixo os países com casos da doença:

 
Confira na íntegra os documentos oficiais da OIE. (clique aqui)