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Pecuarista em MT ainda tem resultado positivo na atividade, mas margens já começam a ficar apertadas
 
O rebanho de bovinos no Mato Grosso atingiu 30,21 milhões de cabeças segundo dados do Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária). O volume representa um crescimento de 3,32% em relação à safra passada, sendo o maior plantel da história do Estado.
O crescimento é reflexo do processo de retenção de fêmeas em todo o país, na qual no estado já perdura há três anos. Conforme explica o diretor técnico da Acrimat (Associação dos Criadores do Mato Grosso), Francisco Manzi, "em função dos preços remuneradores do bezerro, os pecuaristas optaram por reter suas matrizes, elevando o plantel", diz. Manzi lembra que a Austrália, um dos principais exportadores de carne bovina do mundo, tem a produção equivalente à do Mato Grosso. Assim, como o estado representa um terço do plantel norte-americano e, três vezes superior ao rebaixo uruguaio. Contudo, apesar do crescimento também indicar maior eficiência dos pecuaristas no estado.
A evolução do rebanho em um período onde a demanda caminha com dificuldades, poderá significar pressão nas cotações. "Além do aumento na oferta temos um cenário de diminuição da demanda que reflete uma série de fatores", diz Manzi. Atualmente a arroba no estado tem a referência em R$ 130,00, cotação estável na comparação aos preços praticados no ano passado. A conclusão dos dados de produção se deu após a divulgação do Indea-MT referente a vacinação do rebanho realizado em novembro/16, no qual foram vacinadas 99,62% da produção total.
Para o diretor técnico "os produtores precisam se profissionalizar em termos de mão de obra, de aproveitamento das pastagens e tecnologia", a fim de garantir margem mesmo em momentos de dificuldade no mercado. Por outro lado, os dados econômicos do Brasil e também de importantes compradores do produto nacional, traz um ânimo aos pecuaristas neste ano. "Já começamos a enxergar um aumento da credibilidade, avanço das exportações. Todos esses fatores ajudarão o cenário de demanda", acrescenta Manzi.
Fonte: NOTÍCIAS AGRÍCOLAS