Eles são engraçados, brincalhões, fofos e muito amados. Esses são os animais de estimação. Considerados por grande parte das pessoas como membros da família, e no Brasil, estão presentes em quase todos os lares.

 
Segundo uma pesquisa da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação – ABINPET realizada em 2011, a cada dez brasileiros é estimado que oito tenham um mascote, chegando a um universo de  82 milhões de animais de estimação. Isso coloca o Brasil em segundo lugar no ranking das maiores populações de cães e gatos do mundo.

 
Ainda de acordo com a ABINPET, o mercado de rações, também conhecido como Pet Food, vendeu somente no em 2011, cerca de 3 milhões de toneladas de alimentos. Mas diante de tanta variedade que o mercado oferece, como escolher o melhor tipo de ração para o seu pet?

 
A médica veterinária, Sra. Gabriela Netto da Clínica Veterinária Cantinnho Animal, explica que é muito importante que a ração seja feita de alimentos com alto valor nutricional e que tenha alta biodisponibilidade, ou seja, ingredientes facilmente aproveitados pelo organismo do animal.

 
Uma adequada ingestão de proteína está associada à manutenção da musculatura, menor predisposição ao ganho de peso, pele e pelagem mais saudáveis e sistema imunológico mais competente.

 
O Sr. Lucas Cypriano, Coordenador técnico da Associação Brasileira de Reciclagem Animal – ABRA, explica que como os cães e gatos são carnívoros, é importante que os alimentos possuam uma quantidade adequada de proteínas de origem animal. "O gato, assim como todos os felinos, é um carnívoro obrigatório, o que aumenta sua necessidade de presença de fontes proteicas de origem animal na sua dieta" garante.

 
Reciclagem Animal

 
As Indústrias de Reciclagem Animal fazem a coleta das partes do abate que não são aproveitadas no consumo humano. Esses produtos servem de matéria-prima para a fabricação das gorduras e farinhas de origem animal.

 
Essas empresas passam por fiscalização rigorosa do Ministério da Agricultura, Pecuária – MAPA, o que garante os níveis nutricionais exigidos pelo mercado. As farinhas são ainda esterilizadas para que mitigue o risco de contaminação, o que assegura ao consumidor a qualidade sanitária do produto.

 
De acordo com o I Diagnóstico da Indústria Brasileira de Reciclagem Animal, lançado em dezembro de 2011 pela ABRA, o mercado de Pet Food consumiu 14% da produção de farinhas de origem animal em 2010.

 
Segundo os executivos da ABRA – Sr. Vinicius de Oliveira Marques e Catia Macedo, o mercado de Pet Food, está cada vez mais exigente e consome por excelência as farinhas de maiores custos, como farinhas de peixes, de vísceras de aves e de carne de bovinos.

 
Para o mercado da alimentação animal é bastante interessante para o setor, pela qualidade que os produtos da Reciclagem Animal. Isso também é um reflexo de que o brasileiro está mais preocupado com o bem-estar dos animais de estimação e não tem dó de gastar quando o assunto é qualidade de vida. Segundo a ABINPET, o mercado Pet Food obteve faturamento de R$ 12,5 bilhões em 2011.