“Os números de exportação de junho mais uma vez frustraram o setor de suínos. Uma ampliação nas vendas externas certamente ajudaria a reduzir a amplitude da crise pela qual atravessa a atividade”, afirma o presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto. Ao analisar os resultados das exportações de carne suína, no mês passado, Camargo Neto comenta: “junho de 2012 foi menor que maio de 2012 e também menor que junho de 2011”.
No próximo dia 12, quinta-feira, ele participará de ato público no Senado Federal organizado pela Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS). O tema da manifestação será a crise na suinocultura brasileira. O protesto incluirá audiência pública na Comissão de Agricultura do Senado, caminhada dos produtores entre o Congresso Nacional e o Ministério da Agricultura, churrasco de carne suína na Esplanada e encontro com o ministro Mendes Ribeiro.
 
Apresentação da Abipecs no Senado – Na audiência pública, Pedro de Camargo Neto fará uma análise das dificuldades pelas quais passa o setor, desde problemas tributários e de logística até os relacionados com preços de insumos e mão de obra. Também mostrará o atual quadro dos mercados externos para a carne suína brasileira. Os mercados suspensos, atualmente, são Rússia, Argentina, África do Sul e Albânia. Recentemente, foram abertos Estados Unidos e China, e ainda falta a abertura do Japão, da Coreia do Sul e da União Europeia.
 
No acumulado do ano, 268,78 mil t – O Brasil embarcou 43.913 toneladas e faturou US$ 108,40 milhões em junho, uma queda de 16,76% em volume e 28,75% em receita, na comparação com junho de 2011. 
 
No acumulado do ano, o aumento foi de apenas 0,72% em toneladas (268.783 t) em relação ao período de janeiro a junho de 2011, enquanto a receita caiu 6,52%, ficando em US$ 687,35 milhões.
 
Embargo russo continua – “A incapacidade do governo federal de resolver o embargo da Rússia aos estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso permanece. Notícias esparsas de que missão veterinária do Rosselkhoznadzor chegaria neste mês, infelizmente ainda não se confirmaram”, lamenta o presidente da Abipecs. “Destacamos que a Ucrânia passa a ocupar a posição de principal destino da carne suína, porém esse mercado tem preço médio significativamente inferior ao pago pela Rússia. Só estamos mantendo os volumes à custa do sacrifício das empresas exportadoras”, diz Camargo Neto.
 
As vendas de carne suína para a Rússia caíram 52,87% em volume e 57,91% em receita, em junho – 11.623 t e US$ 32,77 milhões -, ante igual período de 2011.
 
Principais destinos – A Ucrânia, com 11.938 t, passou a figurar como primeiro importador da carne suína brasileira em junho, seguida de Rússia (11.623 t), Hong Kong (7.313 t), Angola (3.539 t) e Singapura (2.244 t).
 
Argentina, queda de 71% – Houve uma retração nas exportações para a Argentina de 71,19% em toneladas (apenas 713 t) e de 73,50% em valor (cerca de US$ 2 milhões). Desde fevereiro o país vizinho impõe restrições à entrada do produto brasileiro.
 
“Nesta semana, o governo federal anunciou acordo com a Argentina, prometendo destravar o comércio entre os dois países. Entendemos que o acordo prevê volume de comércio, para o segundo semestre de 2012, semelhante ao segundo semestre de 2011. Esperamos que o acordo realmente se efetive, ajudando na recuperação do setor. Poderemos confirmar este acordo no relatório do mês de julho”, diz o presidente da Abipecs.
 
Fonte: Suinocultura Industrial