Terminou nessa segunda-feira, dia 23, o prazo de 60 dias acordado em audiência pública para elaboração do projeto que deve servir de base ao recolhimento de carcaças de animais em propriedades rurais catarinenses. O documento deve ser enviado ainda nesta semana ao Ministério da Agricultura. De modo geral, a proposta prevê que as carcaças não poderão, ao menos por enquanto, voltar à cadeia produtiva e sugere que as carcaças que serão processadas só poderão servir para a fabricação de biodiesel e de fertilizante. Se aprovada, a ideia deve virar uma Instrução Normativa e balizar as práticas futuras.
Além deste, outro objetivo é tornar o Estado referência nacional na destinação de carcaças. O vereador Vilmar Comassetto (PCdoB) explica que as orientações devem balizar tanto produtores como as empresas que recolhem o material, para que fiquem garantidas a segurança sanitária e jurídica de toda a cadeia.
“Conforme os estudos feitos até agora, não é autorizado o uso de carcaças para a produção que farinhas de ração, para evitar a reentrada do material na cadeia produtiva porque não há ainda o controle de quais carcaças que estariam sendo usadas para a produção da ração”, diz Comassetto. “Para evitar esse risco, elimina-se a alternativa por enquanto. Isso poderá ser discutido novamente após uma análise de risco mais completa que está em andamento e deve apontar se o material pode ou não ser destinado para outros fins”.
A boa notícia para o bolso é que os métodos propostos não devem trazer custos extras aos produtores. O vereador salienta ainda que as medidas foram elaboradas em uma parceria técnica entre Secretaria Estadual de Agricultura, Ministério da Agricultura, Embrapa e Cidasc, além da colaboração de produtores e outros setores que se envolveram nas discussões.
 
Fonte: Rádio Rural