Diante da crise na Europa e do embargo da Rússia, as exportações de carne se encontram em um momento delicado. Apesar de estáveis, com a venda de 458.933 toneladas por mês e lucro de US$ 2,184 bilhões de janeiro a maio deste ano, a variação do preço médio sofreu leve queda de 0,24%. A crise na Europa afeta e muito este setor.

 
Com o aumento do dólar e o real desvalorizado, os exportadores ficam mais otimistas com o mercado internacional. “A alta do dólar, que poderia ser um fator prejudicial, ajuda quanto à competitividade no setor”, pondera o presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto. Por outro lado, os insumos agrícolas, como adubos e herbicidas importados, devem ficar mais caros, o que pode acarretar em prejuízos para os produtores.
 
Além disso, os frigoríficos brasileiros contabilizam excessivas dívidas em dólar, que estão acima do patamar esperado. O endividamento gira em torno de 3 a 4 vezes maior que o Ebitda (na sigla em inglês, “lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização”) das empresas. “De três anos para cá, a dívida aumentou consideravelmente, pois essas empresas fizeram muitas aquisições após a abertura de capital. Os resultados, mais fracos que os esperados, também contribuíram.
 
O ciclo brasileiro é favorável e deve permanecer assim por mais um ou dois anos”, disse Cauê Pinheiro, analista de investimentos da SLW Corretora de Valores. O JBS apresentou dívida líquida de US$ 14 bilhões no primeiro trimestre de 2012, enquanto o Mafrig deve US$ 8,5 bilhões, e o Minerva, US$ 1,5 bilhão.
 
Fonte: Terra, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.