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A Novilha de Ouro, maior produtora da linguiça de Maracaju, em Mato Grosso do Sul, está se preparando para iniciar exportações da iguaria, disse a diretora executiva da empresa, Ana Carla de Assis Ferreira Ortiz, na segunda-feira (11).
A linguiça de Maracaju, tradicional embutido produzido na cidade de mesmo nome, no sudoeste de Mato Grosso do Sul, recebeu o certificado de registro de Indicação Geográfica na semana passada pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi).
Produzida desde 1890, a linguiça de Maracaju leva apenas carnes e cortes nobres em sua composição, além de laranja azeda e condimentos, sem utilizar conservantes e aditivos artificiais.
As características e a história do produto atraíram o interesse de empresas nos Emirados Árabes Unidos, e já houve interesse em fechar encomenda de até 400 toneladas por semana por uma das companhias, segundo Ana Carla. Mas antes de iniciar a exportação, a Novilha de Ouro precisa obter o registro do Serviço de Inspeção Federal (SIF).
“Nós estamos trabalhando na expectativa de que até meados de maio saia o SIF”, disse ela, ao acrescentar que o frigorífico que abastece os produtores da linguiça também deverá passar por inspeção.
“Estamos aguardando a liberação do SIF para que as empresas dos Emirados Árabes venham até a planta e conheçam nossa estrutura.”
Ana Carla disse que também houve interesse de empresas da Rússia e do Japão em importar a linguiça da Maracaju.
Atualmente, há cerca de 20 produtores da linguiça de Maracaju na cidade, segundo o presidente da Associação dos Produtores da Tradicional Linguiça de Maracaju (Aptralmar), o produtor Gilson Marcondes.
Desses, nove fazem parte da associação e apenas a Novilha de Ouro, de maior porte, está buscando o SIF. Os outros produtores, artesanais, comercializam o produto dentro do município, já que possuem apenas o registro do Serviço de Inspeção Municipal (SIM).
A Novilha de Ouro tem, atualmente, uma demanda média de 4 toneladas da linguiça por mês, segundo Ana Carla. Os outros produtores fabricam até 2 toneladas por mês, cada, segundo Marcondes.
Para atender às novas demandas dentro e fora do país, Ana Carla afirmou que a empresa já tem condição de aumentar a produção para cerca de 60 toneladas por mês, realizando alguns investimentos no sistema de frio.
A Aptralmar pretende promover ações de divulgação do produto e espera continuar crescendo utilizando apenas matéria-prima da região para manter a autenticidade da tradicional linguiça.
“Vamos fazer neste ano um evento em Campo Grande para mostrar e divulgar mais a linguiça”, disse Marcondes, acrescentando que o evento deve ocorrer no segundo semestre, ainda sem data marcada.
 
Fonte: Carnetec