A produção mundial de ração para animais chegou a 980 milhões de toneladas no ano passado, 2,1% a mais que em 2013, segundo pesquisa realizada pela multinacional americana Alltech. O Brasil continuou como o terceiro maior produtor, com 66 milhões de toneladas, atrás da China (183 milhões) e dos EUA (173 milhões).
Na América Latina, houve um incremento de 4% na produção em 2014, para 144,84 milhões de toneladas. O Brasil manteve seus números estáveis e permaneceu com 1.698 fábricas. O crescimento na América Latina foi puxado por Bolívia, Venezuela e Argentina.
 
Para os próximos anos, a tendência é aumentar a quantidade de unidades fabris de ração, mas com fábricas menores que as atuais, segundo Aidan Connolly, diretor-executivo de inovação da Alltech e responsável pela pesquisa.
 
O vice-presidente da Alltech na América Latina, Guilherme Minozzo, acrescentou que, no Brasil, há uma aproximação das empresas com os produtores de grãos de Goiás e Mato Grosso, principalmente no caso de mineral ou mineral proteinado. “Além disso, há um aumento no consumo de carne suína”.
 
Em todo o mundo, o maior volume de ração tem como destino a alimentação de aves, com 45% do total. A produção de ração para suínos cresceu 3 milhões de toneladas (5,4%) em 2014, principalmente puxada pela África e Ásia. Os alimentos para ruminantes ficaram estáveis em 195,6 milhões de toneladas. “A pesquisa em ruminantes é complexa porque não levamos em conta as forragens, que são usadas em momentos de crise financeira para alimentar o gado”.
 
A pesquisa também detalha que os preços caíram em 2014 na comparação com o ano anterior, de uma média mundial de R$ 500 a tonelada para R$ 460 a tonelada.
 
A pesquisa da múlti americana avaliou a produção de rações para todas as espécies em 130 países.
 
Fonte: Valor Econômico, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.