O coordenador técnico da Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA), Lucas Cypriano, palestrou na Conferência BiodieselBR, em São Paulo, nessa terça-feira, 27 de outubro. O evento reuniu os maiores especialistas do setor para debater os cenários para o futuro do biodiesel no Brasil. Um dos mais profundos conhecedores do mercado de sebo bovino do país, Cypriano abordou a disponibilidade do produto para a fabricação do biocombustível no país, as perspectivas do segmento e a formação de preço dessa gordura animal. 
 
Segundo Cypriano, o cenário para o sebo bovino é positivo desde o início da produção do biodiesel no país. Com esse advento, a gordura antes destinada para fabricação de produtos de higiene e limpeza, vernizes, lubrificantes, entre outros, passou a ter um mercado mais estável e constante com as indústrias do biocombustível. “Hoje o preço está muito relacionado às gorduras vegetais, como o óleo de soja e o óleo de palma, equivalente aos preços da Bolsa de Chicago. Para o setor isso é bom, pois tem garantia de preços praticáveis. Antes o preço do sebo era totalmente descolado de outras gorduras, e foi exatamente a produção de biodiesel que equilibrou essa relação. Estabilizou, criou-se um mercado constante que deu previsibilidade e estabilidade de preço ao fabricante do sebo”, afirmou.
 
Hoje, 20% da produção do Plano Nacional de Produção de Biodiesel (PNPB) do Brasil é feita a partir de sebo bovino. Só em 2014, 750 mil toneladas da gordura foram destinadas para a fabricação do biocombustível, um salto de mais de 50% em quatro anos. Em 2010, a destinação era de 320 mil toneladas. Atualmente, metade de toda a produção de sebo bovino brasileira vai para a indústria de biodiesel.
 
Fonte: Assessoria de Comunicação ABRA