A suinocultura é mais um dos segmentos que despertam forte tendência para reforçar a economia tocantinense. A avaliação do setor é de que a produção crescente de grãos no Estado, com destaque para a soja e o milho, trará o suporte básico, atraindo interessados para investirem não só na criação de plantel como no parque de industrialização da carne e derivados.

Aliados a esta perspectiva, o interesse e apoio do Governo do Estado se somam aos estudos aplicados a esta cultura, que começam a ganhar fôlego no campo das instituições de ensino e pesquisa, e com isso oferecer mais suporte aos potenciais investidores na produção suína e seu processamento.

A UFT – Universidade Federal do Tocantins, através do pesquisador Gerson Fausto da Silva, doutor em Nutrição Animal, vem desenvolvendo em Araguaína, Norte do Estado, estudo científico na criação e manejo pouco convencional, intitulado “Avaliação dos índices zootécnicos de produção e criação de suínos ao ar livre”, contemplado pelo PPP – Programa Primeiros Projetos, fruto de parceria do Governo do Estado, por meio da SECT – Secretaria Estadual da Ciência e Tecnologia e o CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

Base para a suinocultura

Embora a maioria dos produtores tocantinenses que se dedicam à atividade suinocultora trabalhe somente com o sistema tradicional de criação em confinamento – pocilgas ou granjas – com impactos ambientais, como a contaminação do solo via dejetos dos animais misturados à água, o Tocantins é um Estado com grande potencial na área, analisa o coordenador de Desenvolvimento Animal da Seagro – Secretaria da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário, Cláudio Sayão.

Para embasar essa convicção, o técnico da Seagro se reporta aos dados da produção de grãos, especialmente a soja e o milho, com a primeira tendo crescimento de 10,2% na área plantada e 12,3% na produção, e o milho, com 13,8% na área cultivada e 29,8% de produção. Índices que saltam mais aos olhos, considerando-se o período 2001/ 2011.

O milho, por exemplo, cresceu 56,7% em área plantada, e 316% obtidos com a produção. Já o salto da soja é mais surpreendente: são 727% em expansão no plantio e 852,4% no quantitativo produzido – os dados são da Conab, IBGE e Seagro. Sayão antevê a atração de próximos empreendimentos para o Tocantins na suinocultura, visando tanto o mercado interno como externo, com base na escala de produção de grãos de Estados como Goiás, Mato Grosso e Bahia, que passaram a ser expoentes no ramo suíno.

“Os grãos vão continuar aumentando sua produção e isto propicia uma forte tendência à chegada de investidores ao Estado, impulsionados em produzir, motivados por custos mais baixos, já que com a produção de concentrados, milho e soja, aqui, não há necessidade de se trazer estes insumos de fora, pagando frete”, afirma Cláudio Sayão. A produção tradicional ainda hoje prevalecente ocorre nos municípios pelas várias regiões do Estado.

Fonte: Agrolink