Quem cria porco em Mato Grosso do Sul diz que nunca viveu um momento tão bom na atividade. O preço da carne subiu 40% em um ano.
 
Zélio Pessato cria suínos em São Gabriel do Oeste, região central do estado. Por mês, são abatidos 2,4 mil animais e o produtor está satisfeito com a atividade. Ele está recebendo cerca de R$ 3,70 pelo quilo vivo, 40% a mais do que no mesmo período do ano passado.
 
O criador está aproveitando a boa rentabilidade para investir na granja. Ampliou as instalações, modernizou a maternidade e agora deve contratar mais 10 funcionários para dar conta do trabalho. “Estou aproveitando esse momento e ampliando a granja, não para ampliar o número de animas, mas para dar mais conforto e organizar melhor a granja com a biossegurança", diz.

A criação de suínos também está sendo favorecida pela queda no custo de produção, reflexo do preço do milho, principal componente da ração, que está mais barato. Hoje a saca de 60 quilos está sendo negociada por R$ 15 no município, R$ 2 a menos em relação ao mesmo período do ano passado.
 
Uma cooperativa da região produz 8 mil toneladas de ração por mês e já sentiu a diferença na redução de custos.

Já o frigorífico que absorve toda a criação de São Gabriel do Oeste, hoje trabalha com a venda de cortes nobres e também fabrica vários produtos a partir da carne suína. A produção total chega a 8,2 mil toneladas por mês e o gerente explica que a valorização do preço pago aos produtores está relacionada a demanda da carne nos mercados interno e externo.
 
“Sentimos este aquecimento, sem dúvida do ano passado para cá, em virtude da abertura do mercado japonês, do mercado chinês, e com isso, o volume que estava dentro do mercado nacional está indo para o mercado internacional e aquecendo a produção, aumentando a demanda e a necessidade de carne suína”, explica Moisés Caetano de Oliveira Júnior, gerente da unidade.

Em Santa Catarina, principal estado produtor de suínos, o quilo do animal vivo está sendo vendido por R$ 3,88.
 
Fonte: Globo.com