Sai o trigo e entra a soja. Em São Luiz Gonzaga, no noroeste do Rio Grande do Sul, o trabalho das máquinas é intenso. Clenio Pieniz está otimista para a próxima safra e iniciou esta semana o plantio nos mais de 700 hectares.
O produtor também está investindo no milho, mas em uma área bem menor, cerca de 80 hectares. “A gente ainda planta milho para a rotação de cultura, que eu acho essencial para o plantio direto e para atingir uma produtividade maior em relação às doenças na soja”, diz.
 
 
Com o preço em alta, os produtores estão apostando cada vez mais na soja. A saca de 60 quilos chega a custar R$ 65 em algumas regiões, já a saca de milho, que segue perdendo espaço nas lavouras gaúchas, sai por menos de R$ 25. Muitos produtores estão desistindo da cultura e os efeitos podem aparecer lá na frente.
 
 
“Os problemas futuros seriam a diminuição do potencial produtivo da cultura da soja porque o milho é responsável pelo aumento da produção, pela rotação de culturas, pelo benefício que ele causa no solo, tanto no ciclo de nutrientes quanto na parte biológica do solo” explica Fábio Hauschild, engenheiro agrônomo.
 
 
Ainda segundo o agrônomo, a área plantada com milho no sudoeste do Rio Grande do Sul caiu pela metade nos últimos três anos.
 
 
Fonte: Globo Rural