O resultado ficou inclusive acima da média do Estado, que cresceu 5,25%. Os dados fazem parte da Pesquisa Conjuntural da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio-PR).

Esta região tem forte impacto do agronegócio. As concessionárias de veículos e os postos de combustíveis lideraram as vendas nas cidades de Cascavel, Toledo e Marechal Cândido Rondon. De janeiro a novembro, o setor de veículos cresceu 29,62% e o de combustíveis 11,01%. Segundo o presidente da Fecomércio, Darci Piana, os dois segmentos somados representam mais da metade da renda no varejo da região Oeste.

De acordo com informações da Fecomércio-PR, a boa safra e a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) levou os agricultores da região a investirem mais em novos maquinários agrícolas, na frota de veículos leves, caminhões e também em veículos de passeio, o que alavancou muito os resultados em junho.

Segundo Piana, o crescimento ocorreu porque a economia da região depende basicamente da agricultura. "O comércio de veículos, somado ao de combustíveis e lubrificantes, tem um peso financeiro de mais de 50% no varejo do Oeste", destacou.

O presidente eleito do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis do Paraná (Sindicombustíveis-PR), Rui Cichella, também concorda que a agricultura tem um peso muito forte na região Oeste. Conforme ele, o desempenho do agronegócio impulsionou a venda de veículos e, por consequência, o segmento de combustíveis. De acordo com ele, o diesel acaba sendo o produto mais consumido na região, mas a gasolina também tem uma parcela muito significativa.

Para 2014, Cichella prevê crescimento das vendas do setor de combustíveis como um todo no Estado em função da previsão de boa safra agrícola. "A agricultura é o que mais impulsiona a economia. E, este ano, ainda teremos a Copa do Mundo e as eleições", lembrou.

Segundo Darci Piana, os setores que mais influenciaram no resultado do Estado foram supermercados, com crescimento de 14,57%, livrarias e papelarias (8,01%) e concessionárias de veículos (2,74%). Para o fechamento de 2013, ele prevê um crescimento de 6% a 6,5% nas vendas do comércio do Paraná. Ele acredita que 2014 será um ano atípico em função da Copa do Mundo e das eleições. De acordo com Piana, a Fecomércio trabalha com uma estimativa de crescimento real entre 5% e 6% neste ano no comércio varejista ampliado. O resultado deve ser influenciado pela expectativa de um bom desempenho do setor da agroindústria.

O levantamento da Fecomércio é realizado para o Paraná como um todo e também para seis regiões do Estado. Na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) houve crescimento de 5,96% nas vendas do varejo de janeiro a novembro de 2013. Piana lembrou que a RMC concentra mais de 65% das vendas no varejo relacionadas ao Estado. Em Londrina, o crescimento foi de 0,50%, em Foz do Iguaçu (3,35%), em Ponta Grossa 4,99% e Maringá fechou com queda de -3,35%.

Segundo ele, Londrina foi afetada pela queda no segmento de concessionárias de veículos (-7,28%), lojas de departamentos (-18,68%) e livrarias e papelarias (-2,91%). Piana disse que algumas cidades do interior apresentaram um consumidor mais comedido, que pode estar quitando dívidas antigas para voltar a consumir.

Em Curitiba, o setor que mais se destacou de janeiro a novembro foi livrarias e papelarias com crescimento de 18,35%. Em Londrina, vestuário (15,46%), em Maringá, óticas (27,17%), em Foz do Iguaçu, móveis, decorações e utilidades domésticas (22,89%) e em Ponta Grossa, livrarias e papelarias (20,92%).

Fonte: Folha Web