Um convênio para garantir assistência técnica aos piscicultores que atuam nos açudes do Castanhão foi firmado entre a Petrobras Biocombustível e a Secretaria da Pesca e Aquicultura do Ceará.
 
 
Na oportunidade, também foi assinado o primeiro contrato de compra e venda de Óleos e Gorduras Residuais (OGR) de peixe com a Cooperativa dos Produtores do Curupati. 
 
 
“O projeto é pioneiro no Brasil. Nosso objetivo é expandir as alternativas de matérias-primas para o biodiesel produzido pela companhia no Ceará. Esse primeiro contrato envolverá piscicultores que atuam no açude Castanhão e que fazem parte do convênio firmado pela companhia junto à Secretaria de Pesca”, explicou Alberto Fontes, presidente da Petrobras Biocombustível. 
 
 
O uso do óleo extraído das vísceras do pescado na produção de biodiesel cria uma nova fronteira para um mercado ainda em formação e traz vantagens para todos os envolvidos.
 
 
Para a companhia, garante biodiesel com qualidade e sem alteração das condições de processamento na unidade de produção. Para os piscicultores, garante demanda e valor de mercado a esse subproduto, gerando renda extra.
Ao mesmo tempo, a cadeia produtiva do pescado é fortalecida com novos coprodutos resultantes da extração do óleo, transformando um potencial passivo ambiental em matéria-prima para a produção de biodiesel, adubo, ração animal e geração de biogás.
 
 
“Isso é muito importante como incentivo para a cooperativa, além do ganho social, temos o ganho para o meio ambiente”, falou Ernesto Goes, presidente da Cooperativa dos Produtores do Curupati.
 
 
Em 2015, o projeto poderá alcançar a metade dos 600 piscicultores familiares que atuam nos dois maiores açudes da região: o Castanhão, que tem áreas produtivas nos municípios de Jaguaribara, Jaguaretama e Alto Santo, e o Orós, nos municípios de Orós e Quixelô, ambos na bacia hidrográfica do rio Jaguaribe. 
 
 
A expectativa da Petrobras Biocombustível é adquirir inicialmente quinze toneladas por mês do produto. A companhia tem estimulado, com apoio do Governo do Estado do Ceará, uma articulação dos piscicultores com outros parceiros, como a Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial do Ceará (Nutec) e a Fundação Banco do Brasil, para a construção de estruturas adequadas de extração e de armazenamento do óleo, solucionando de forma sustentável.
 
 
Fonte: Agência Petrobrás