A Petrobras encerrou a operação comercial da usina de biodiesel que mantinha em Guamaré, na região Costa Branca do Rio Grande do Norte. A informação foi confirmada pela assessoria de comunicação da companhia nesta segunda-feira (5).
 
A decisão foi tomada após "uma avaliação detalhada no desempenho da unidade", conforme nota enviada pela Petrobras. Construída em 2006 para o desenvolvimento de pesquisas voltadas para a produção de biodiesel, a usina começou a operar comercialmente em junho deste ano.
 
A companhia explica que o foco exclusivo da unidade voltará a ser a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico para produção de biodiesel. A equipe de cinco empregados será alocada em outras unidades da companhia.
 
De acordo com a Petrobras, a unidade deixará de participar dos leilões da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), mas fará todas as entregaas acordadas no último certame.
 
 Repúdio
 
O Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Norte repudiu a decisão da Petrobras. A nota afirma que "a determinação amplia ainda mais o sentimento de indignação da categoria petroleira norte-rio-grandense com a orientação gerencial que vem sendo imposta pelo atual Conselho de Administração da companhia, eleito em abril".
 
De acordo com o Sindipetro, a usina  passou "longo período em fase experimental" e depois de realizar uma série de obras e adaptações que totalizaram investimentos estimados em pelo menos R$ 5,1 milhões, recebeu da ANP as autorizações para operar e comercializar a produção.
 
O sindicato acrescenta que a usina tinha capacidade de produção de 56 metros cúbicos por dia, ou 20,1 milhões de litros de biodiesel por ano. A usina vinha operando, segundo o Sindipetro, até quarta-feira (30) com óleo de algodão semirrefinado e óleo de soja refinado, adquiridos no Ceará e Bahia. No RN, a produção de mamona e girassol foi afetada pela seca.
 
Antes da decisão de fechamento, o Sindipetro afirma que a usina já processava 30 toneladas por dia de matéria prima e, pela capacidade instalada, teria potencial para aquisição de 20 mil toneladas por ano de óleo vegetal e gordura animal.
 
"Esse volume permitiria gerar emprego e renda para milhares de famílias, demonstrando que, além de desperdiçar recursos, a desativação da Planta significa um golpe na economia local e regional, que também vai na contramão de compromissos assumidos internacionalmente pelo governo brasileiro, nas áreas de meio ambiente e energia", diz a nota.
 
fonte G1 Rio Grande do Norte.