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Recentemente, analisando dados do IBGE relativos ao abate inspecionado de frangos no Brasil, o AviSite observou que a sensível queda no número de cabeças abatidas no segundo trimestre deste ano (“o menor volume dos últimos seis semestres”, o próprio IBGE notou) não teve uma concomitante redução no volume de carne produzida que, pelo contrário, aumentou em relação ao mesmo trimestre de 2011, apresentando queda mínima (pouco acima de meio por cento) em comparação ao trimestre anterior, o primeiro de 2012 (vide “ Frango: reduzir o volume em criação não é tudo o que o setor precisa fazer ”).

 
Pelos resultados apresentados, ficava claro, então, que a redução no volume alojado foi totalmente neutralizada pelo maior peso unitário do frango. Faltou dizer, apenas, que no trimestre, o peso médio dos frangos abatidos em estabelecimentos sob algum tipo de inspeção (federal, estadual ou municipal) atingiu marcas nunca antes registradas na história do setor, destacando-se aqui os 2,300 kg por cabeça abatida em maio deste ano.
 
É oportuno ressaltar que, nos números divulgados pelo IBGE, estão inclusos 100% dos “grillers” exportados pelo Brasil, aves cujo peso máximo não chega a 1,400 kg e que representam algo em torno dos 80-90 milhões de cabeças mensais. Ou seja: se, inclusos os “grillers”, o peso médio ficou em 2,3 kg por cabeça abatida, sem eles a média superou os 2,5 kg. A média – fique claro.
 
Fonte: Avisite