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Perda de cinco arrobas em média. Este é o principal impacto que a entressafra de pastagem pode trazer ao gado mato-grossense. O confinamento e semiconfinamento e até mesmo alimentação do animal com cana-de-açúcar são algumas opções para que o animal engorde no período, que deve seguir até novembro quando as chuvas retornam. Perspectiva para o período de seca era aumentar em 14% o número de animais em confinamento, frente a 2011, contudo o alto valor da soja e milho devem levar para baixo a estimativa que passa por revisão. Atualmente, apenas 17% das 29 milhões de cabeças de bovinos em Mato Grosso são animais de confinamento.
 
De acordo com gestor do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Daniel Latorraca, o peso médio para abate do boi gordo é de 17 arrobas e se não suplementado o animal durante a entressafra da pastagem pode atingir 12 arrobas, levando o animal para a categoria “boi magro”.
 
O superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari, salienta que a perda de peso é o principal impacto deste período de seca. “O peso cai e consequentemente a qualidade da carne também. Neste período os produtores têm de buscar modos de evitar que o animal deixe de ganhar peso”.
 
Vacari comenta que as alternativas são o confinamento (onde o animal passa o período dentro de piquetes), semiconfinamento (alimentação realizada em cochos em meio as pastagens) e no caso dos pequenos e médios produtores o uso de cana-de-açúcar.
 
Outra consequência da entressafra da pastagem é a redução do volume de animais de pasto abatidos. Contudo, de acordo com Latorraca, não há como precisar em quanto se reduz este abate. “Não sabemos o quanto cai o volume de gado de pasto para abate, pois confunde-se com os de semiconfinamento, visto o animal permanecer no pasto e alimentar-se com a suplementação no cocho”.
 
SOJA E MILHO
Em 2011, o Estado confinou cerca de 700 mil cabeças de gado, segundo Vacari, e levantamento preliminar realizado em maio apontava para incremento de 14% no número de animais confinados. “Estamos revendo esta perspetiva em decorrência do preço do milho e da soja. O percentual, creio, será menor do que o esperado, o que elevará o número de animais no semiconfinamento, que é mais barato inclusive, pois os animais não ficam presos o tempo todo no piquete e a suplementação na alimentação é menos pesada”.
 
Fonte: Folha do Estado / Agrolink