Aprovado pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) em setembro do ano passado, um método alternativo está sendo utilizado pela primeira vez na avicultura norte-americana com o intuito de deter a disseminação dos vírus da Influenza Aviária: a depopulação de galpões através do desligamento dos sistemas de ventilação. O método (em inglês, “ventilation shutdown”, identificado pela sigla VSD) mata as aves afetadas por sufocação natural.
Não que a alternativa seja diferente dos métodos atualmente existentes: o dióxido de carbono e a espuma (do tipo anti-incêndios) também matam por asfixia. Mas, convenhamos, o novo método não soa politicamente correto e tende a ser “bombardeado” pelas instituições dedicadas ao bem-estar animal. Porque, em essência, implica em três procedimentos básicos simultâneos que as ONGs irão condenar: suspensão total da ventilação dos aviários, retirada da água de bebida e elevação da temperatura interna dos aviários para, até, 50ºC. A morte das aves por sufocação, embora lenta, é natural, sem a utilização de produtos químicos.
A despeito dos inconvenientes, essa foi a solução autorizada pelo USDA naquelas situações em que os procedimentos habituais de depopulação não estiverem disponíveis decorridas 24 a 36 horas de confirmação de um surto da doença. É, tudo indica, o que ocorre no foco de Influenza Aviária que atingiu granjas de perus do estado de Indiana.
Ali, o método alternativo está sendo adotado pela primeira vez. Com ele, espera-se que a disseminação do vírus seja detida com mais facilidade. Mas, parece, não vai ser fácil. Porque, por exemplo, além da granja identificada no sábado (16), outras oito granjas ao redor foram infectadas pelo vírus.
Pelo sim, pelo não, quem importa já começou a tomar suas precauções. Caso da Coreia do Sul que, após 11 meses de embargo aos produtos avícolas norte-americanos, voltou, há menos de dois meses, a autorizar a retomada das importações. Mas frente aos novos casos de IA em Indiana, a Coreia do Sul acaba de embargar novamente as importações dos EUA.
E quem acaba de seguir o mesmo caminho, porém em relação a outro país afetado pela Influenza Aviária, é a Arábia Saudita. Neste caso o embargo recai sobre a França, que continua tendo sua avicultura afetada pela IA.
Aqui, no entanto, a Arábia Saudita não está sozinha. Segue os passos, entre outros, de China, Japão, Egito, Marrocos, Algéria, Tunísia e, também, da Coreia do Sul, países que já haviam declarado embargo às exportações avícolas de origem francesa.
 
Fonte: Avisite