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Os países do Oriente Médio são os novos agentes do mercado mundial do agronegócio uma vez que podem dar maior visibilidade ao mercado interno de Mato Grosso. Isso por dois motivos ligados diretamente aos carros-chefes da economia mato-grossense fortemente agropecuária.
O primeiro deles é o interesse dos países que compõem a região na incrementação da exploração da carne bovina, o que deixa Mato Grosso no centro das atenções dos negócios. Relacionado a esse fator está a necessidade de produtos para produção dos animais, como a soja e milho, nos quais Mato Grosso também possui destaque.
Conforme a Aprosoja (Associação dos Produtores de Milho e Soja de Mato Grosso) as exportações para esse mercado estão aumentando gradualmente. No ano passado, o milho respondeu por 28% de todas exportações de Mato Grosso em 2015, e a soja, por 5%. Em volume, as duas culturas são equivalentes: 14,4 milhões de toneladas de milho e 14,5 milhões de toneladas de soja.
“Estes países estão investindo na indústria de carnes e, para isso, precisam dos nossos grãos para a alimentação animal. É um grande mercado para Mato Grosso”, diz Endrigo Dalcin, integrante da comissão associação que participou de um fórum mundial na região semana passada.
No início de fevereiro, Dalcin já tinha visitado a embaixada do Irã em Brasília e saiu do encontro com uma agenda para março, quando uma comitiva de empresários iranianos virá a Mato Grosso para ampliar as negociações comerciais.
Relacionado ao mercado bovino, o gerente de projeto da Acrimat (Associação dos Criadores de Mato Grosso), Fábio Silva diz que com liberação de seis frigoríficos, no início da semana passada, pela Arábia Saudita, para venda da carne ao país, Mato Grosso terá oportunidade para se fortalecer no mercado e abrir novos canais de negociações.
 
Fonte: Folha do Estado