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O mercado físico do boi gordo do Brasil voltou a apresentar avanços nas cotações nesta quarta-feira, 20. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o ambiente de negócios pouco mudou, com os frigoríficos ainda encontrando dificuldades na composição de suas escalas de abate, posicionadas entre três e quatro dia úteis.

Iglesias indica que a oferta de animais terminados tende a permanecer restrita até meados de março, quando os animais de pasto estarão próximos do peso ideal para abate. “De qualquer forma, são ao menos mais 40 dias de um ambiente bastante complicado em relação à oferta. O consumo doméstico segue como um importante limitador de movimentos mais agressivos de alta, uma vez que o brasileiro médio está descapitalizado”, reitera.

Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou a R$ 294/295, contra R$ 293 a arroba na terça. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 290, no comparativo com R$ 285 do dia anterior. Em Dourados (MS), a arroba passou de R$ 280 para R$ 285. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 278 estável. Em Uberaba, Minas Gerais, o valor chegou a R$ 288 contra R$ 285.

Atacado
O mercado atacadista segue com preços acomodados ao longo da semana. No entanto, há pouco espaço para reajustes no curto prazo, em linha com a situação do consumidor final, descapitalizado neste momento. Em linhas gerais o consumidor médio não consegue absorver tantos reajustes.

Esse tipo de cenário remete a uma maior demanda por proteínas que causem um menor impacto na renda média, nesse caso em específico a carne de frango segue como a principal beneficiada, diz Fernando Henrique Iglesias.

O corte traseiro foi precificado a R$ 20,80, por quilo. Ponta de agulha segue no patamar de R$ 15,50, por quilo. Corte dianteiro também foi cotado a R$ 15,50, por quilo.

Fonte: Canal Rural