De acordo com o último relatório “Perspectivas Agrícolas 2012-2021″, publicado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a situação do mercado no setor de carnes é caracterizada por altos preços nominais para todas as carnes, apoiados no lado da demanda pelo rápido crescimento nas economias em desenvolvimento e no lado da oferta pelos altos custos dos insumos, notavelmente pelos grãos usados na alimentação animal e nos insumos relacionados à energia, como transporte e refrigeração.
 
À medida que os custos dos alimentos animais caíram um pouco, maiores lucratividades deverão garantir uma expansão. Esses fatores tendem a favorecer maiores respostas na oferta doméstica nos países em desenvolvimento, particularmente para carnes mais baratas e cortes de carne (frango), e também onde sistemas com insumos baratos, incluindo pastagens, predominam. No lado da política, as previsões de futuras aberturas no comércio internacional de carnes que podem resultar da entrada da Rússia na Organização Mundial do Comércio (OMC), que está entre os maiores importadores de carne do mundo, fornecerão um ambiente comercial favorável para o setor. Embora o crescimento na produção e no comércio seja contemplado em curto prazo para carne de frango, suína e ovina, a carne bovina inicialmente será limitada pelos rebanhos, que foram reduzidos nos últimos anos nas principais regiões exportadoras.
 
Principais projeções
 
– O forte aumento nos preços dos grãos usados na alimentação animal nos últimos cinco anos está se movimentando substancialmente através da cadeia de mercado e, com exceção da carne de frango onde os ajustes têm sido feitos, está se refletindo em maiores preços da carne. Os preços deverão permanecer altos durante a próxima década e, em termos reais em cerca de 11%, 17% e 4% acima do período base (2009-11) para carne bovina, suína e ovina, respectivamente.
 
Os preços reais para carne de frango deverão permanecer próximos aos atuais. Pata todas as carnes, os preços reais estão atualmente em seus maiores níveis dos últimos 15 a 20 anos e uma pequena moderação é esperada enquanto os preços dos alimentos animais e da energia permanecem altos.
 
– Os maiores preços para carnes induzirão a uma resposta na oferta, embora limitada pelos maiores custos dos insumos, além da competição por terra e água. O efeito combinado desses fatores desacelerará o crescimento na produção global por carnes para 1,8% por ano no período previsto comparado com 2,2% por ano na década anterior. A produção de carne bovina deverá aumentar em 1,8% em média por ano, enquanto a produção de carne suína e ovina pode crescer em 1,4% e 1,8%, respectivamente. A carne de frango continua sendo o setor de carnes de mais rápido crescimento, com o crescimento projetado em 2,2% por ano.
 
Os países em desenvolvimento aumentarão sua participação na produção global em todas as categorias de carnes e, até o final do período, representarão 58%, 64%, 63% e 78% da produção de carne bovina, suína, de frango e ovina, respectivamente. Os maiores retornos à escala continuarão concentrando a produção em menos fazendas maiores, não somente nos países desenvolvidos, mas cada vez mais também em mercados emergentes. Essa mudança estrutural continuará aumentando a dependência da produção de carne de alimentos animais à base de grãos.
 
– O consumo mundial de carnes continua crescendo em uma das mais altas taxas entre as principais commodities agrícolas. O crescimento nos países em desenvolvimento capturará 82% do consumo global durante o período projetado. O consumo per capita aumentará em 3,2 quilos por ano, com a carne de frango representando 70% desse aumento. Até 2021, os consumidores nos países desenvolvidos comerão 3,6 quilos de carne a mais per capita com relação ao período base, o que também será principalmente para carne de frango, exceto no Leste Europeu, onde o consumo de carnes vermelhas ainda tem um substancial potencial de crescimento.
 
– Apesar dos fortes preços das carnes durante a projeção, as importações de carnes em países em desenvolvimento deverão aumentar, direcionadas por um crescimento na população e na renda e na alta elasticidade da renda da demanda. Da mesma maneira, os fortes preços resultarão em lucros de exportação sustentados, que encorajarão os grandes países exportadores de carne a investir nos mercados internacionais de carne, apesar da alta incidência prevalente de barreiras de importação relacionadas a questões sanitárias e de segurança alimentar.
 
Tendências e projeções de mercado
 
Preços
Os preços da carne permanecerão em um alto patamar durante o período previsto sob custos de produção persistentemente altos, devido não somente aos altos custos dos alimentos animais e insumos relacionados à energia, incluindo transporte e custos de cadeias de refrigeração, mas também, a questão cada vez mais rígida de segurança alimentar, meio-ambiente e regulamentações de bem-estar animal (rastreabilidade, acomodações, transporte, etc.). Os preços nominais para carne bovina e ovina deverão ser de US$ 4.717/tonelada equivalente peso carcaça e US$ 4.812/ tonelada equivalente peso carcaça, respectivamente, em 2021, enquanto os já altos preços da carne suína e de frango aumentarão para US$ 2.380/ tonelada equivalente peso carcaça e US$ 1.418/ tonelada equivalente peso carcaça, respectivamente. Os preços da carne ovina, que recentemente viram uma queda devido à maior oferta e menor demanda na União Europeia (UE), deverão permanecer firmes (Figura 1).
 
Em termos reais, os preços da carne em 2011 ficaram em recordes dos últimos 15-20 anos. Os custos dos alimentos animais caíram um pouco no ano anterior, mas eles deverão permanecer em níveis altos durante o período previsto. As razões entre preço do produto e preço da ração para carne bovina e suína deverão permanecer em níveis baixos durante o período previsto. Para carne de frango, que tipicamente mostra resposta mais rápida, os ajustes a maiores custos da ração já ocorreram e os preços reais na próxima década deverão permanecer estáveis, comparado com os preços recentes nos mercados
 
Produção
Apesar de os preços da carne deverem continuar altos, a resposta da oferta pode ser limitada em muitos países e regiões por limitações em recursos naturais, competição pela terra e água por colheitas alternativas e investimentos insuficientes em infraestrutura em regiões importantes ricamente favorecidas com recursos naturais para a produção pecuária (Brasil, Rússia e África Subsaariana). O crescimento anual da produção mundial de carne durante o período projetado deverá cair de uma média de 2,2% ma década anterior para 1,8% por ano, principalmente devido ao crescimento mais lento na América Latina, particularmente Brasil e Argentina, que tiveram um forte crescimento na década anterior.
 
Na Rússia, o crescimento na produção de carne deverá desacelerar como resultado da entrada na OMC. A produção de carne de frango e suína, que cresceu em 14% por ano e 5% por ano, respectivamente, na década anterior, deverão crescer em 2% por ano durante o período analisado. De forma mais geral, os países em desenvolvimento capturarão 77% do crescimento adicional na produção de carne durante o período analisado
 
A produção global de carne bovina, que estagnou nos últimos anos, deverá começar a crescer mais rapidamente, à medida que os rebanhos comecem a ser reconstruídos em 2014, e pode aumentar em 1,8% por ano durante o período avaliado, comparado com a taxa de crescimento de somente 1,2% na década anterior. A carne de frango continuará sendo a de crescimento mais rápido (2,2% por ano) e terá o maior volume de produção de todas as carnes até o final do período avaliado, ultrapassando o da carne suína (Figura 3).
 
Na Oceania, a alta lucratividade da indústria de lácteos tem encorajado a conversão de fazendas de ovinos/terras para a produção leiteira. A redução resultante nas ofertas globais de ovinos recentemente impulsionaram os preços para níveis mais altos. Espera-se que, em médio prazo, o rebanho ovino deva se expandir, considerando os incentivos de preços e trazendo os preços de acordo com outras carnes. Além disso, a melhora no crescimento da produtividade através de melhores genéticas, bem como a terminação de cordeiros com grãos para aumentar os pesos das carcaças, em certos países, contribuirá para o aumento na produção de carne ovina.
O crescimento da produtividade na cadeia de produção de carnes tem sido significante nos últimos anos. Apesar dos maiores custos, rebanhos melhorados, práticas de manejo de cria e do rebanho, especialmente melhores práticas de alimentação, permitiram um crescimento na produção de carnes e essa tendência deverá continuar durante o período analisado (Quadro 1). A maior produtividade nos rebanhos tem se expandido, exceto em muitos países da África, onde a produção por cabeça permaneceu a níveis muito baixos há muitos anos.
 
A produtividade no setor de carnes é vista como crítica em longo prazo, uma vez que implica em um nível menor de insumos que são requeridos para produzir uma dada produção. Por exemplo, os ganhos de produtividade que aumentam as taxas de extração (que medem os volumes de animais abatidos no país em um ano em relação ao tamanho total do rebanho) implicam em menores estoques de animais que usam extensivamente alimentos, terras, água e outros insumos e ajudam a melhorar a sustentabilidade. A atual projeção prevê aumentos globais nos números de bovinos para 1,8 bilhão de cabeças, nos números de suínos para 0,97 bilhão, nos números de frangos para 24,3 bilhões e nos números de ovinos para 3 bilhões.
 
Além de aumentar a produtividade rural, as melhoras no manejo da cadeia de fornecimento, em particular o manejo da cadeia de frio, têm e continuarão tendo um importante impacto no crescimento desse setor. Isso é especialmente verdadeiro em muitos países em desenvolvimento onde a estocagem e o transporte de carnes têm sido limitados.
 
Consumo
O crescimento na demanda será impulsionado principalmente de grandes economias da Ásia, América Latina e países exportadores de petróleo (Figura 4). As economias emergentes também aumentarão sua demanda, onde o crescimento da renda e a urbanização fortalecerão a ingestão de proteínas animais à custa de alimentos de origem vegetal. Inversamente nos países desenvolvidos, onde a demanda está bastante saturada, uma desaceleração da renda e no crescimento populacional, o envelhecimento e a reincidência de medos relacionados aos alimentos (E. coli e salmonela) se combinarão para frear a demanda por carnes. O resultado líquido dessas tendências opostas a nível global aponta para um forte crescimento em uma base per capita, apesar de menor do que a registrada nas décadas anteriores.
 
Com relação ao período base, em 2021, os consumidores nos países desenvolvidos e em desenvolvimento colocarão quantidades adicionais similares de carnes em suas cestas anuais: 3,6 quilos e 3,2 quilos peso no varejo, respectivamente. Entretanto, as carnes escolhidas pelos consumidores são marcadamente diferentes. Cerca de 90% das carnes extras que os consumidores nos países desenvolvidos colocam em suas cestas é de frango, com exceção dos consumidores do Leste Europeu, onde as carnes vermelhas têm espaço adicional para crescimento. Inversamente, as carnes extras que os consumidores nos países em desenvolvimento escolherão é mais heterogênea, consistindo de 62% de frango, 19% de carne suína, 13% de carne bovina e 6% de carne ovina. Essas são médias, mas o consumo per capita deverá mudar de uma região para outra, dependendo de suas tradições locais. Elas, todavia, sinalizam uma tendência nos mercados, à medida que o consumo per capita de carnes progressivamente satura.

 
Comércio
Direcionadas principalmente por uma expansão nos envios de carne de frango e bovina, as exportações mundiais de carne aumentaram 19% até 2021 com relação ao período base de 2009-11 (Figura 5). A maior parte do crescimento das exportações de carne deverá se originar principalmente da América do Norte e do Sul, que serão responsáveis por quase 70% do aumento total em todas as carnes exportadas até 2021. Essas duas regiões aumentarão sua participação combinada no comércio mundial de carnes de 61% para 63%.
 
As exportações de carne dos Estados Unidos deverão expandir significantemente no período previsto, devido à redução nas restrições às exportações relacionadas à Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), pela redução progressiva nas tarifas de importação pela Coreia, após a entrada em vigor do KORUS (acordo bilateral de livre comércio) em 15 de março de 2012,  pelo melhor acesso a mercados livres de febre aftosa e uma expansão da cota de importação da UE para carne bovina dos Estados Unidos livre de hormônios de crescimento. As exportações de carne da União Europeia deverão estagnar durante o período analisado devido à menor oferta doméstica de produtos após reformas políticas. O Japão deverá permanecer como o principal importador de carnes até 2021, seguido por China, México e Arábia Saudita. A Rússia, que deverá se unir à OMC em breve, permanece sendo um dos maiores mercados do mundo apesar de uma queda significativa nas importações totais de carnes.
 
Liderado por Brasil e Estados Unidos, o comércio de carne bovina durante o período previsto expandirá em 1,8% por ano. A maior presença da carne bovina americana no mercado “Pacífico” livre de febre aftosa afetará o desempenho de Austrália, Canadá e Nova Zelândia, cujas exportações deverão estagnar. As exportações de carne bovina brasileira ao mercado do Atlântico, que nos últimos cinco anos se reduziram devido ao um efeito combinado de forte crescimento na demanda doméstica, restrições sanitárias às exportações e queda na produção, alcançarão uma inflexão no começo do período analisado. A forte recuperação das exportações brasileiras de carne bovina será devido à expansão na produção doméstica, melhor cumprimento das regulamentações sanitárias de importação e sustentada demanda de importação do Oriente Médio. A Índia se beneficiará de um maior interesse dos consumidores em carne de búfalo e se classificará como o quarto maior exportador de carne bovina até 2021.
 
Principais questões e incertezas
 
Uma série de direcionadores importantes de mercados e eventos macroeconômicos poderá alterar as projeções de mercado de carne desse relatório. A principal questão será a situação do mercado de alimentos animais e os fatores que afetarão sua evolução durante o período avaliado. Considerando a sensibilidade do setor de carne às condições macroeconômicas, qualquer distúrbio durante o período analisado, particularmente, mas não exclusivamente, nos países em desenvolvimento emergentes, poderia ter um grande impacto.
 
A Rússia tem sido tradicionalmente um importante importador de carnes, mas nos últimos anos, os setores de carne suína e de frango tiveram um crescimento sustentado. Esse relatório considera que essa tendência continuará, embora reduzida, durante o período analisado, com a Rússia obtendo um maior grau de autossuficiência e alguns excedentes exportáveis. Entretanto, se a entrada à OMC não ocorrer como considerado, o comércio será reduzido ainda mais do que o projetado. A posição de comércio líquido da China em relação à carne suína também é uma incerteza importante para os mercados mundiais. Devido a seus volumes extraordinários em termos de produção e consumo, eventos imprevistos na China poderiam facilmente reduzir os aumentos nas importações de carne suína do mercado mundial, com potencial de impactar severamente nos mercados internacionais. Na África do Norte e Oriente Médio, grandes importadores de carne ovina, de frango e bovina, as mudanças nos preços do petróleo ou, como recentemente ocorrido, os efeitos de uma guerra civil, têm potencial para impactar no comércio mundial de carnes.
 
Algumas doenças animais têm potencial para afetar a produção doméstica e regional de carnes. Apesar da erradicação de algumas ter se mostrado tecnicamente possível, também se mostrou cara. Países e regiões estão protegendo seu status de livre de doenças e fazendo grandes esforços para sustentar essa situação. A febre aftosa é um exemplo.
 
Além de afetar a produção doméstica, alguns surtos de doenças animais também causam efeitos radicais e duradouros no comércio. O mercado mundial para carne bovina, por exemplo, vem há décadas sendo dividido por rotas comerciais livres de febre aftosa (o mercado “Pacífico”) e o resto do mundo (o mercado “Atlântico”). O episódio relativamente recente de EEB (ano de 2004) é um exemplo da severidade do impacto no comércio mundial de carnes quando o país afetado é um grande exportador. Surtos de doenças que são zoonoses, como o H1N1, também são potenciais fatores que poderão impactar significantemente não somente no acesso a mercados, mas também, no comportamento dos consumidores.
 
O mercado mundial de carnes também está bastante fragmentado pela legislação específica dos países no que se refere a segurança alimentar e as restrições às importações representam um risco significante para a validade das projeções. Por exemplo, em maio de 2011, a Rússia impôs restrições sanitárias às importações de carnes de vários estados do Brasil. A barreira resultou em uma contração substancial do comércio bilateral de carne bovina e suína e o fim de dois anos de aumentos mensais (quase) ininterruptos nos preços mundiais de carnes. Essas projeções assumem que não haverá barreiras às importações com efeitos significantes e duradouros no comércio durante o período analisado.
 
Finalmente, os custos ambientais estão aumentando para produção de virtualmente todas as carnes e a nova legislação que condiciona a produção à proteção ambiental pode afetar o crescimento do setor. O setor pecuário é considerado por analistas e legisladores como um contribuinte essencial para as emissões antropogênicas de gases de efeito estufa. À medida que a população mundial e o crescimento das rendas expandem a demanda por produtos de origem animal, essas emissões deverão aumentar. Ainda não se sabe a extensão pela qual a produção pecuária poderá estar sujeita às restrições para mitigação de carbono na próxima década.
 
Mudança na produtividade no setor de carnes
 
A produção de carnes cresceu cerca de 300% nos últimos 50 anos e, como notou esse relatório, deverá ser uma das commodities de mais rápido crescimento, devido principalmente ao crescimento da renda e à ocidentalização das dietas em muitas economias emergentes. Ao mesmo tempo, o capital pecuário – número de bovinos, suínos, frangos e ovinos aumentou, em 57%, 137%, 400% e 49%, respectivamente. A mudança no “off-take” ou quantidade de carne produzida por animal no estoque aumentou substancialmente durante o tempo. Isso significa que menos animais são requeridos para alcançar certo nível de produção de carne. Essa medida parcial da produtividade captura uma série de mudanças características no setor de carnes, incluindo o número de descendentes por animal de cria, duração do período de engorda, e é claro, o rendimento de carne por cada animal abatido. No final das contas, as razões “off-take” implicam em um estoque menor de animais ou capital que é requerido para produzir carne e tem implicações consideráveis nos recursos. A Tabela 1 fornece exemplos de países selecionados de razões “off-take” para diferentes carnes, tendências recentes e taxas projetadas de crescimento futuro na próxima década.
 
As razões “off-take” por país e por tipo de animal podem variar por uma série de razões. As características de produção de carne variam por animal e por país dependendo da disponibilidade de pastagem ou terra arável, normas sociais e estado de desenvolvimento. Grandes diferenças nas razões “off-take” podem ser observadas, particularmente, notando que operações intensivas normalmente indicaram maiores razões “off-take” do que as menos intensivas. Operações de animais alimentados com grãos tipicamente mostram maiores razões “off-take”, à medida que os animais podem se abatidos mais jovens e a pesos maiores. Principalmente, as razões “off-take” parecem ser muito menores em países em desenvolvimento, particularmente para carne bovina. As razões parecem muito baixas para países da África, onde as taxas de crescimento são muito menores. Frequentemente, os animais são mantidos por outras razões do que simplesmente produção de carne, como para fornecer uma fonte de capital ou, no caso dos ovinos, fibras como lã. O crescimento histórico nas razões “off-take” tem sido alto para vários países emergentes, particularmente Brasil e China (e Índia e Rússia para carne suína). À medida que esses países aumentam sua produção de carne, suas razões “off-take” serão importantes no controle do tamanho de seus estoques de animais e problemas associados.
 
As tendências de projeções estimadas na Tabela 1 indicam, de forma geral, que a taxa de crescimento parcial na produtividade está desacelerando na maioria dos países. Deve-se notar que esse menor crescimento é a partir de uma base maior. Em geral, exceto para muitos países da África, as diferenças nas razões “off-take” têm se convergido em algum grau, apesar de não rapidamente. Parece haver espaço substancial para aumentar essa medida de produtividade em muitos países, oferecendo potencial para limitar o crescimento no número de animais em longo prazo e minimizar os recursos e custos ambientais associados com os maiores números.
 
Fonte:Beefpoint