A classificação do Brasil como região de risco insignificante em relação à doença da vaca louca (Encefalopatia Espongiforme Bovina – EEB), anunciada pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, sigla em inglês) na última semana, permitirá que o país retome as exportações para países que restringem a compra de produtos brasileiros.  Na avaliação do diretor do Departamento de Saúde Animal (DSA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Guilherme Marques, o reconhecimento pela OIE comprova a credibilidade do serviço sanitário brasileiro – apenas 19 países detêm o mesmo status sanitário – e favorecerá, inclusive, futuras negociações com novos mercados.

O avanço sanitário abrirá caminho, principalmente, para a venda de tripas bovinas para a União Européia. O comércio de carnes para o Egito e a Tunísia, por exemplo, também deverá ser beneficiado, além das negociações de animais vivos para países com o mesmo status na América do Sul, como Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai.

“É o reconhecimento do árduo trabalho que realizamos ao longo de uma década e a comprovação de que temos um sistema vigilante satisfatório. Desde 2001, o país vem adotando medidas para mitigar o risco de entrada dessa doença. O novo status é uma garantia para os consumidores nacionais e para quem quiser comprar os nossos produtos”, destaca Marques.

Outra conquista importante para o Brasil – anunciada durante a 80ª Sessão Geral da Assembléia Mundial de Delegados da entidade – foi a eleição do diretor do DSA como vice-presidente da Comissão Regional da OIE no continente americano e a reeleição do coordenador-geral de Apoio Laboratorial (CGAL) do Mapa, Jorge Caetano Júnior, como membro da Comissão do Código Terrestre da OIE. Os cargos são de extrema importância para a defesa dos pleitos do continente e para a discussão do código zoosanitário da organização, que prevê mudanças radicais para os próximos anos. Além de reconhecer o status dos países para doenças como peste bovina, febre aftosa e vaca louca, a OIE passará a classificá-los em relação à peste suína clássica a partir de 2013.

“Essas posições são estratégicas para a região e, em especial, para o Brasil. Isso demonstra a liderança e o respeito que alcançamos perante o mundo. Precisamos aglutinar forças para defender os interesses dos 37 países do continente”, avalia o diretor do Ministério da Agricultura.

Fonte: Ministério da Agricultura