O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmou, na última sexta-feira, 15/01, um novo caso de gripe aviária em uma granja de perus, no estado de Indiana. Este é o primeiro registro em sete meses. O subtipo do vírus detectado é o H7N8, diferente do H5N2 que se espalhou por indústrias de aves e ovos em 2015 e culminou na morte 48 milhões de animais. Segundo as autoridades locais, não há relação aparente entre os dois surtos.
A Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA) alerta seus associados para a importância de manter a rigidez nas ações preventivas em todos os elos da cadeia: granjas de aves, nas boas práticas de criação e em suas unidades industriais. “Novos casos da doença ocorrem regularmente pelo mundo. Temos que tomar todas as medidas mitigadoras para reduzir a chance de contágio, controlando o acesso às nossas instalações de visitantes estrangeiros. Esse cuidado é uma pequena parte de um esforço gigantesco feito pela cadeia produtiva”, afirma o coordenador técnico da ABRA, Lucas Cypriano.
O governo norte-americano afirmou que não há casos de infecções com esse vírus em seres humanos. Autoridades estaduais colocaram em quarentena o plantel da granja infectado e começaram a exterminar as aves. Sessenta mil animais devem ter sido abatidos até agora. Testes adicionais estão sendo feitos nas proximidades do local afetado.
Indiana é o quarto maior produtor de peru dos Estados Unidos, o terceiro maior produtor de ovos e o primeiro na produção de pato. A indústria avícola do estado é de US $ 2,5 bilhões.
 
Fonte: Assessoria de Comunicação ABRA, com informações da World Poultry (www.worldpoulty.net)