O preço do farelo de soja é o que tem pressionado os custos da BRF Brasil Foods e não o preço do milho, segundo informações do diretor de compra de grãos, farelo e óleos da companhia, Messias Oliveira. "O farelo está bastante alto e corresponde a 25% do custo de produção da ração e 16% do custo final do frango. Já o preço do milho está em um nível bem interessante", esclarece o executivo durante o evento "Perspectivas para o Agrobusiness em 2012 e 2013", realizado pela BM&FBovespa.
  
Para ele, o preço da soja deve continuar alto. "Tivemos uma quebra na última safra de soja de 13 milhões de toneladas, considerando as estimativas, e em 10 milhões considerando a produção de 2011", informa ao comentar os preços para este ano. Para ele, a safra dos Estados Unidos, no segundo semestre do ano, deve ajudar a melhorar o cenário. "Acho que, com a entrada da safra americana, o quadro pode melhorar um pouco, mas não muito", diz.
  
No sentido oposto, o preço do milho deve permanecer em um patamar mais baixo, com a previsão de uma boa oferta no próximo semestre. "Vemos uma safra recorde tanto nos Estados Unidos, quanto no Brasil", diz Leonardo Sologuren, da empresa Clarivi. Ele salienta um ponto importante para exportadores nacionais de milho "o preço da commodity está pareando uma correlação no mercado nacional e em Chicago", comenta. Para Sologuren, essa aproximação indica um amadurecimento do mercado brasileiro.
  
Os executivos também comentaram sobre a possibilidade de a China aumentar a produção interna de milho e, assim, diminuir demanda externa. "Há muito potencial para crescimento de produção na China. Eles ainda tem muito a crescer com tecnologia", avalia o executivo da BRF. Por outro lado, aponta Leonardo Sologuren, "por mais que a China cresça, o nível da demanda ainda vai superar e muito a oferta", pontua. As informações partem da Agência Leia.
Fonte: Suinocultura Industrial