No mercado doméstico, as negociações de animais para abate continuam lentas neste início de fevereiro. Enquanto a oferta permanece restrita, frigoríficos seguem exercendo pressão sobre as cotações. Agentes relatam que a dificuldade de compra de novos lotes tem resultado em diminuição ou mesmo interrupção dos abates em plantas de diversas regiões do País.
 
No estado de São Paulo, entre 27 de janeiro e 3 de fevereiro, o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa permaneceu praticamente estável, fechando a R$ 142,45 nessa terça-feira, 3.
 
Já no mercado atacadista da carne com osso da Grande São Paulo, as variações de preços foram positivas. Segundo agentes do setor, além da maior demanda típica de início de mês, a volta às aulas contribuiu para aumentar o consumo.
 
Entre os cortes, o dianteiro foi o que mais se valorizou nos últimos sete dias, em 4,2%, com o quilo do produto cotado a R$ 6,65/kg nessa terça-feira, 3. Para o traseiro e a carcaça casada, a alta foi de 3,7%, a R$ 11,10/kg e R$ 8,79/kg, respectivamente, na terça. A carcaça casada de vaca, por sua vez, se valorizou 1,6% em igual comparativo, sendo negociada a R$ 8,13/kg no dia 3.
 
Já as carnes concorrentes (suína e de frango) fecharam o intervalo de 27 de janeiro a 3 de fevereiro em baixo no atacado da Grande São Paulo.O frango resfriado se desvalorizou 4,1%e a carcaça comum suína teve queda de 8,4% no preço médio.
 
No caso do bezerro, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (nelore, de 8 a 12 meses, em Mato Grosso do Sul) fechou a R$ 1.284,08 nessa terça-feira, 3, alta de 2,9% em relação à terça anterior. A média do bezerro em São Paulo (à vista) caiu ligeiro 0,2% no período, a R$ 1.260,83 na terça.
 
 
Fonte: CEPEA