Conferência Internacional de Confinadores (Interconf) será realizada em Goiânia entre os dias 11 e 13 de setembro. Em sua quinta edição, a Interconf discutirá a relação entre produtores, indústria e varejo. Segundo especialistas, apesar da elevação dos custos, a necessidade de aumentar a produção incentiva a atividade e faz com ela cresça.
De acordo com o segmento, o confinamento começou a ser praticado no Brasil em 1980, com uma tecnologia ainda rudimentar. No início, o sistema surgiu como solução para abastecer a indústria na fase da entressafra, mas não demorou muito para que se tornasse uma estratégia para produtores e para a indústria.
 
O consultor José Vicente Ferraz explica que, primeiramente, a indústria frigorífica cresceu em Mato Grosso. Por necessitar de abastecimento na entressafra, essas indústrias criaram grandes confinamentos. Segundo Ferraz, Goiás se desenvolveu muito porque houve uma proliferação da agroindústria no Estado, provocando o desenvolvimento no confinamento.
 
Nessa fase inicial, o Brasil tinha apenas cinco mil cabeças de gado confinadas. Atualmente, o número se aproxima dos cinco milhões. Conforme a Associação Nacional dos Confinadores, apenas em 2012 a produção de gado confinado deve crescer até 15%.
 
Segundo o presidente da Associação Nacional dos Confinadores, Eduardo Moura, um censo realizado pelo setor entrevistou 800 produtores, os quais pretendem confinar em 2013 em torno de quatro milhões de cabeças. As pesquisas feitas por especialistas na área confirmam a previsão. Para Ferraz, o aumento deve ser de 14, 8% no confinamento. Segundo o consultor, serão cerca de 3, 87 milhões de animais confinados em 2012.
 
– Nós tivermos um período de crescimento acelerado do confinamento no inicio dos anos 2000, depois uma fase de estagnação, e até de pequenos recuos, pois os custos se tornaram muito altos – explica, destacando que embora os custos ainda não sejam baratos, as necessidades do mercado vão induzir um crescimento importante da atividade do confinamento nos próximos anos.
 
Para o diretor de produção Fernando Flores, apesar da tecnologia no setor, ainda é preciso que a cadeia da carne como um todo avance muito mais.
 
– Falta ainda no Brasil um fundo como existe nos Estados Unidos, onde pecuaristas, frigoríficos e varejo contribuem para um grande fundo, que se foca em pesquisa e marketing – ressalta.
 
Fonte: Rural BR