Skip to main content

Sob pressão do PMDB, o Ministério da Agricultura oficializou  a exoneração do secretário de defesa agropecuária, Enio Marques. Em seu lugar, assume Rodrigo Figueiredo. A mudança foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira.
 
A Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO) se posicionou e  defende a escolha de profissionais de carreira do Ministério da Agricultura para ocupar cargos de direção, como o do DIPOA e outros , pois  é necessária a presença de técnicos com especialização e conhecimento da área de inspeção animal, segundo o Presidente Executivo da entidade, Péricles Salazar.
 
Ao novo Secretário de Defesa Agropecuária, que chefiava em Brasília a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Prefeitura de Cuiabá (MT), e foi secretário-executivo do Ministério das Cidades na gestão de Márcio Fortes de Almeida, no governo Lula, a Abrafrigo desejou boa sorte, afinal será uma gestão preocupada com o crescimento das exportações brasileiras de carnes por meio de uma ótima interlocução com os países importadores da carne brasileira, atribuição inerente ao titular da Secretaria de Defesa Agropecuária.
 
Com a exoneração de Marques, o ministro Antonio Andrade (PMDB-MG) aprofunda as alterações na gestão da pasta. No Diário Oficial de União de ontem, o Ministério já havia publicado as exonerações de outros três dirigentes.
 
Além da demissão de Enio Marques, deixaram o Ministério da Agricultura o secretário de produção e agroenergia da Pasta, João Paixão, o diretor do departamento de promoção internacional do agronegócio da secretaria de relações internacionais do agronegócio, Marcelo Junqueira, e o diretor do departamento de infraestrutura, logística e parcerias institucionais da secretaria de desenvolvimento agropecuário e cooperativismo, Marcelo Andrade.
 
A indicação de Rodrigo Figueiredo pode ter partido do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB/RJ), embora até março o advogado estivesse lotado como assessor técnico no gabinete do senador Blairo Maggi (PR/MT). A indicação do advogado circulava há várias semanas em Brasília e encontrou a oposição natural do Sindicato Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), que defende uma gestão técnica, baseada na meritocracia, para evitar interferências políticas e econômicas na SDA.
 
O advogado Rodrigo Figueiredo já atuou na Pasta entre os anos de 1999 e 2003. Lá passou pelos cargos de coordenador-geral de convênios, assessor especial do ministro, chefe de gabinete da secretaria executiva do ministério e assessor da secretaria de desenvolvimento agropecuário e cooperativismo.
 
O nome de Figueiredo também encontrou resistência em parte da bancada ruralista, que defendia a permanência de Ênio Marques, um veterinário aposentado com mais de 40 anos de carreira na Defesa Agropecuária. A oposição mais forte foi da senadora Kátia Abreu (PSD/TO), presidente da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). As informações de bastidores dão conta que a senadora enviou uma carta ao ministro da Agricultura, Antônio Andrade (PMDB/MG), apresentando argumentos contra a nomeação de Rodrigo Figueiredo para a SDA.
 
Para voltar à Pasta, Figueiredo deixou o comando da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Prefeitura de Cuiabá, função que exercia atualmente, segundo comunicado do Ministério da Agricultura.
 
Além da passagem anterior pelo Ministério da Agricultura e do cargo em Cuiabá, Figueiredo, de 47 anos, já integrou os conselhos fiscais da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e da Companhia de Armazéns e Silos do Estado de Minas Gerais (Casemg). Também foi membro do conselho da administração da Embrapa.
 
Fonte: Jornal Valor Econômico, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.