Os investimentos previstos para o setor portuário brasileiro nos próximos anos somam cerca de R$ 51 bilhões. Segundo o ministro da Secretaria de Portos (SEP), Helder Barbalho, R$ 3,9 bilhões serão feitos com recursos do governo e entre R$ 47 bilhões e R$ 48 bilhões virão da iniciativa privada.
“O que cabe ao governo é garantir eficiência processual e agilidade para permitir aos investidores privados que se planejem para a execução de suas demandas”, afirmou o ministro na semana passada, ao participar de eventos em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Na carteira de investimentos listada pela SEP estão obras de dragagem, autorizações para construção de terminais de uso privado, licitação de áreas para arrendamento e prorrogações de contratos de arrendamentos.
Serão R$ 3,9 bilhões em obras de dragagem de aprofundamento, para permitir o acesso de navios de maior porte aos portos brasileiros; mais de R$ 19 bilhões a serem investidos em terminais de uso privado, caso todos os 66 pedidos de autorização em análise na SEP sejam concedidos; outros R$ 16 bilhões em investimentos planejados para as 93 áreas a serem licitadas e leiloadas até o fim de 2016; e mais R$ 11 bilhões de obras prometidas nos processos de prorrogação dos arrendamentos.
Das 93 áreas a serem licitadas, quatro delas – uma em Vila do Conde (PA) e três em Santos (SP) – serão leiloadas em 9 de dezembro na BM&FBovespa. Os editais de licitação de outras quatro áreas – três em Outeiro (PA) e uma em Santarém (PA) – deverão ser publicados em dezembro.
 
Movimentação de cargas
No novo Plano Nacional de Logística Portuária (PNLP), há a previsão de aumento em 103% na movimentação de cargas entre 2015 e 2042. O ministro lembrou que, desde 2003, o volume de movimentação de cargas cresceu 70%. “Neste ano, deve crescer 4,8%.”
Barbalho defendeu a integração dos planos estratégicos de todos os gestores logísticos. “Por exemplo, as obras de rodovias e de ferrovias devem ser coordenadas para se encontrarem com as obras dos terminais portuários. Cito o caso do Arco Norte. As obras da BR-163 e da futura ferrovia, bem como a ampliação da Ferrovia Norte Sul, são fundamentais para atrair investidores para os terminais de Outeiro e Vila do Conde. Assim, criaremos uma opção logística para o escoamento da soja do Centro-Oeste.”
 
Fonte: Carnetec