A Minerva Foods, terceira maior processadora de carne bovina do Brasil, informou na quarta-feira (11) que considera que a efetiva abertura do mercado do Estados Unidos à carne bovina in natura brasileira possa ocorrer no primeiro trimestre de 2016, após a conclusão de todas as etapas formais necessárias.
A abertura do mercado foi anunciada em junho, mas ainda dependia de inspeções em plantas no Brasil e formalização de um processo de equivalência de inspeções. A inspeção de plantas brasileiras deverá ocorrer ainda em novembro, conforme já informou o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
"Sem me comprometer (com previsões), acho que o primeiro trimestre tem uma boa chance de ter o mercado aberto”, disse o presidente da Minerva, Fernando Galletti, em teleconferência com analistas.
Ele ponderou que o processo burocrático para reabertura de mercados é lento. Por exemplo, a abertura do mercado da Arábia Saudita foi anunciada muitos meses antes de ser definitivamente efetivada, conforme ocorreu nesta semana.
Galletti disse que as autoridades de Brasil e EUA estão engajadas para efetivar a abertura de mercado, e que espera ainda uma maior abertura da China para o produto brasileiro no futuro.
Segundo ele, Paraguai e Colômbia, países nos quais a Minerva tem operações, também estão trabalhando em aberturas de mercado, movimento que colabora para consolidar a América do Sul como o principal fornecedor de carne bovina do mundo.
 
Mercado interno 
Executivos da Minerva estimam que o preço da arroba do boi gordo no quarto trimestre fique entre estável a uma leve queda, sem grandes surpresas.
Segundo Galletti, o consumo interno está reduzido e a subida de preço no valor da arroba do boi não é viável diante da queda de preço de outras proteínas.
A empresa não prevê novos ajustes de redução de capacidade de produção, conforme já realizado em meados do ano.
A redução na disponibilidade de boi gordo para o abate, somada ao baixo consumo interno da carne bovina em momento econômico ruim no Brasil, levou a indústria a reduzir a capacidade de produção no primeiro semestre deste ano com o fechamento de diversas unidades.
Questionado sobre o impacto da greve dos caminhoneiros na movimentação de cargas da companhia, Galletti disse que, até agora, a Minerva não foi afetada pela paralisação. “A nossa sensação é que a greve não está tendo efeito (para a empresa).”
 
Fonte: Carnetec