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Os preços do milho no mercado internacional dispararam ontem na esteira de uma onda de otimismo gerada pela divulgação de dados positivos sobre a economia da China, além da influência do clima adverso nas lavouras da América do Sul. Os contratos de segunda posição de entrega na bolsa de Chicago fecharam no maior valor desde 29 de março, negociados a US$ 3,77 o bushel. Em relação ao fechamento anterior, a elevação foi de 3,1% (11,5 centavos).
 
Ainda de madrugada, o governo chinês informou que as exportações gerais do país em março avançaram 11,5% em relação ao mesmo mês de 2015. Embora a base de comparação seja fraca, analistas observam que foi o primeiro aumento após oito meses seguidos de queda. O dado impulsionou diversos ativos nos mercados financeiros e influenciou as negociações das commodities agrícolas. Analistas observaram que os investidores já começam a ficar preocupados com algumas previsões meteorológicas, segundo as quais haverá poucas chuvas em áreas de milho "safrinha" no Brasil. Na segunda-feira, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) informou que, se as previsões de baixa pluviosidade para Mato Grosso se confirmarem, a produtividade pode ser comprometida. 
 
Também há preocupações com a falta de chuvas nas lavouras do cereal do Paraguai e com o excesso e umidade na Argentina. Problemas de oferta na América do Sul podem direcionar o apetite internacional pelo grão para os Estados Unidos.
 
Fonte:  Jornal O Valor