Mercado do boi gordo pressionado. A saída de animais devido à diminuição da qualidade das pastagens tem gerado boa oferta e valores menores para o boi gordo.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo os negócios ocorrem ao redor de R$94,00/@, à vista. Existem ofertas de compra de até R$92,00/@.

As escalas dos frigoríficos atendem de quatro a cinco dias, na maioria dos casos. Tipicamente, o Dia das Mães é um período de boas vendas de carne.

No entanto, o aumento da oferta de bois e, consequentemente, carne, tem segurado as cotações no mercado atacadista com osso.

No atacado sem osso houve valorizações. A margem de comercialização dos frigoríficos, considerando o Equivalente Scot Desossa, que afere a receita com a venda da carne sem osso, derivados e miúdos, está em 27,4%.

Este valor é 7,5 pontos percentuais maior que a média desde o início de 2008, de 19,9%.

Na comparação com o mesmo período de 2011, a margem atual está 9,1 pontos percentuais maior. Naquele período estava em 18,3%.

Esta diferença foi causada pelas movimentações opostas da matéria prima e produtos do abate.

Enquanto o preço do boi gordo recuou 5,4%, a receita do frigorífico por animal aumentou 1,4%, considerando as vendas no mercado interno.

Somando a isto, a ociosidade menor devido à oferta, que dilui os custos fixos, a situação para frigoríficos que vendem no mercado interno está melhor que em 2011.
Fonte: Scot Consultoria