O Brasil deverá triplicar a receita com embarques de carne de aves para o México em 2016, para entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões por ano, informou o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), mencionando expectativa do setor privado.
De janeiro a outubro deste ano, as vendas de carne de frango brasileiras para o México somaram US$ 53 milhões. Mas, nesta semana, o México habilitou 15 novas plantas frigoríficas brasileiras a exportarem frango para o país, elevando o número total de plantas autorizadas para 20 estabelecimentos.
O Mapa informou ainda, em nota separada, que as sete plantas frigoríficas de carne bovina, de frango e suína habilitadas para exportar para a China nesta semana deverão gerar receita anual de US$ 18 milhões a US$ 20 milhões, cada, em vendas para o país asiático.
Entre as plantas brasileiras habilitadas para exportar para a China nesta semana estão três de carne bovina, duas de suína e duas de frango. O país já havia derrubado o embargo à carne bovina brasileira em maio, e desde então o governo brasileiro busca ampliar o número de habilitados a vender para os chineses.
As plantas de carne bovina habilitadas para exportar à China são da Marfrig, em Bagé (RS), da Mataboi, em Araguari (MG), e da Frisa, em Nanuque (MG), segundo informações da Associação Brasileira das Indústrias Exportadores de Carne (Abiec).
De janeiro a outubro deste ano, a China importou 61,3 mil toneladas de carne bovina brasileira, equivalentes a US$ 306 milhões em receita, segundo a Abiec. O país é o sétimo maior mercado importador do produto brasileiro.
O Mapa informou que, após reunião na terça-feira (17) entre a ministra Kátia Abreu e o ministro da Administração de Qualidade, Supervisão, Inspeção e Quarentena (AQSIQ) da China, Zhi Shueing, os dois países firmaram compromisso de dinamizar a habilitação por amostragem de grupos de plantas. Além disso, foi estabelecido um cronograma de trabalho para a análise dos demais estabelecimentos que aguardam autorização para exportar.
 
Fonte: Carnetec