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A processadora de carnes norte-americana Tyson Foods registrou lucro líquido de US$ 213 milhões (US$ 0,60 por ação) no segundo trimestre fiscal, encerrado em 29 de março. O montante é 124% superior aos US$ 95 milhões (US$ 0,26 por ação) obtidos em igual intervalo do ano passado e foi puxado por preços mais altos das proteínas, particularmente os de bovina e suína.
 
A receita no período cresceu 7,7%, para US$ 9,03 bilhões. Analistas projetavam lucro líquido de US$ 0,63 por ação e receita de US$ 8,84 bilhões.
 
Por segmento, houve incremento de 11%% na receita com venda de carne bovina, totalizando US$ 3,83 bilhões. O setor foi ajudado pelos altos preços da proteína, uma vez que em volume houve queda nas vendas.
 
Com relação à carne suína, a receita cresceu 13%, para US$ 1,49 bilhão. Já as vendas de carne de frango tiveram incremento de 4%, para US$ 2,84 bilhões, enquanto que as de alimentos preparados cresceram 7,2%, graças a um volume maior de comercialização.
 
– O segundo trimestre (fiscal) é geralmente o mais desafiador para nós. Tivemos muita coisa a superar, incluindo o inverno rigoroso (nos Estados Unidos), mas estou satisfeito com os resultados – disse o executivo-chefe da Tyson Foods, Donnie Smith.
 
Smith prevê que os preços das carnes permanecerão elevados neste ano, com os de bovina e suína apresentando os maiores avanços. No último trimestre fiscal da Tyson Foods, os preços das proteínas subiram 5,2%, enquanto que o volume vendido pela companhia teve aumento mais modesto, de 2,8%. Considerando-se apenas os segmentos de carne bovina e suína, os preços tiveram incremento de 13% no período.
 
Para o restante do ano fiscal, a Tyson Foods prevê que a produção de carnes cairá 1%, devido, principalmente, a uma oferta mais enxuta de animais. Em janeiro, a companhia previa uma produção 1% maior.
 
Fonte: Rural BR